Estagiários da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) denunciam que estão há dois meses sem receber a bolsa de estágio, com pagamentos atrasados desde setembro e sem previsão de regularização.
Um estagiário, de 22 anos, contou ao Metrópoles que o atraso tem causado insegurança financeira, já que depende da bolsa para cumprir seus compromissos.
“É uma situação chata, todos nós temos nossas obrigações, conta para pagar, compromissos que dependem desse dinheiro”, disse.
O jovem pediu para não ser identificado com medo de represálias na empresa. Segundo ele, os estagiários também questionaram a situação em um grupo de mensagens. Em resposta, a responsável informou que as etapas de gestão e execução já foram concluídas, mas que ainda não há previsão para a liberação dos pagamentos.
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do Metrópoles DF
O jovem contou ainda que, diante do atraso, a empresa informou que os estagiários que não tiverem condições de custear o deslocamento até o trabalho poderão permanecer em casa, sem prejuízo ou desconto dos dias de ausência no próximo pagamento.
Na mensagem, a TCB também reconheceu os transtornos causados pela situação, pediu desculpas e informou que comunicará aos estagiários assim que houver uma atualização sobre os pagamentos.
Outro estagiário, de 19 anos, que preferiu não se identificar e já deixou a empresa, contou que procurou o responsável pelos estagiários para saber quando os valores seriam pagos, mas não obteve uma previsão.
“Estão falando que é por falta de orçamento. Na quinta-feira, perguntei ao chefe dos estagiários se teria alguma previsão para o pagamento, mas não havia previsão alguma”, relatou. “A TCB não tem compromisso algum com os estagiários. É muita falta de respeito.”
De acordo com o jovem, o responsável pelos estagiários chegou a procurar o setor financeiro da empresa para obter informações sobre os pagamentos, mas não conseguiu uma previsão.
O ex-estagiário também procurou o departamento responsável pelos pagamentos. Em comunicado, o setor informou que aguarda o repasse de recursos financeiros para regularizar os valores pendentes.
O Metrópoles entrou em contato com a TCB, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.




































