A Associação de Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (Asfav) pediu à Comissão Nacional para os Refugiados (Conare) da Argentina que dê prioridade à análise dos pedidos de proteção internacional de aproximadamente 300 brasileiros que estão no país. A solicitação consta de um ofício enviado em 30 de outubro de 2026 à Secretaria Executiva do órgão.
A associação afirma que parte dos brasileiros enfrenta situações que exigem atenção urgente. Entre os casos citados estão pessoas com processos de extradição, restrições à liberdade, uso de tornozeleira eletrônica, prisão domiciliar, problemas de saúde e separação familiar.
A Asfav também menciona a morte de José Éder Lisboa, de 64 anos, em Puerto Iguazú, na Argentina, em 27 de março de 2026. Segundo a entidade, ele morreu em decorrência da síndrome de Guillain-Barré. A associação cita o caso para defender maior rapidez na análise dos pedidos, mas não apresenta elementos que relacionem a morte à espera pela decisão sobre o refúgio.
O ofício também menciona Joel Borges Corrêa, brasileiro que recebeu o reconhecimento como refugiado na Argentina em 4 de março de 2026. Ele foi condenado no Brasil a 13 anos e seis meses de prisão por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro.
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da Coluna Grande Angular
A Conare analisou individualmente o caso de Joel antes de conceder a proteção internacional. A decisão não estende automaticamente o reconhecimento aos demais brasileiros que deixaram o país após os atos.
Além do pedido à Conare, a Asfav enviou comunicações à Defensoria-Geral da Nação, à Defensoria do Povo da Nação e ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).




































