O laudo pericial da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou que o empresário Flávio Cruz Barbosa, 49 anos, assassinado brutalmente por Eduardo Jesus Rodrigues, 24 anos, foi esfaqueado 41 vezes pelo autor do homicídio. O crime ocorreu na tarde dessa quarta-feira (6/5) dentro da oficina mecânica do empresário no Setor de Oficinas Norte (SOF Norte), na Asa Norte (DF).
O empresário será será sepultado na tarde desta sexta-feira (8/5). O velório ocorrerá no Cemitério de Sobradinho, a partir das 14h30.
Veja:
No documento da PCDF, foi especificado que das 41 facadas, 33 delas foram concentradas na região dorsal direita, três na cervical, duas na região frontal, duas nas bochechas e uma na orelha.
A ação das perfurações, somada ao fato do preso já responder uma ação penal por tráficos de drogas, se juntou aos fundamentos usados pela Justiça do DF para a decretar prisão preventiva. A determinação da prisão ocorreu nessa quinta-feira (7/5) após audiência de custódia.
Decisão da Justiça
Segundo a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), a multiplicidade e a localização dos ferimentos — com predominância nas costas da vítima — evidenciam:
- Violência extrema
- Desproporção na ação ofensiva
- Intenção de matar, com possível indicativo de que a vítima foi atacada quando já se encontrava em posição de vulnerabilidade
Ainda de acordo com a ata da Justiça, o crime teria sido “supostamente praticado por vingança”.
Depoimento à polícia
Ao ser preso, Eduardo assumiu o crime, deu detalhes de como o cometeu e chegou a dizer que é “uma boa pessoa”. Disse ainda que não se considera perigoso.
Veja:
Aparentemente atordoado, Eduardo informou ser usuário de drogas, mas que está sem consumir entorpecentes desde o início do ano. Ele alegou que foi vítima de um estupro coletivo há quatro anos e que o patrão estaria no grupo. O autor narra que foi estuprado por um “bairro inteiro” e fez comentários relacionados à máfia. Segundo a PCDF, o rapaz sofre de transtornos mentais.
Quando questionado se havia premeditado o crime, o assassino, que trabalhava na oficina há apenas um dia, diz que já não estava “mais aguentando”, pois segundo ele, o patrão zombava dele e ameaçava deixá-lo numa cadeira de rodas, além de ameaçar matar seu tio, que, inclusive, foi quem o indicou para atuar no estabelecimento.
Depois de chutar, esfaquear e esmagar a cabeça de Flávio com uma roda de ferro, Eduardo pretendia decapitar a vítima, mas desistiu quando percebeu que o patrão já estava morto.
Empresário conhecido no ramo
O empresário assassinado era Flávio Cruz Barbosa, dono de uma oficina de restauração de carros antigos. Ele foi morto dentro do próprio estabelecimento por volta das 11h30.
Flávio havia acabado de retornar de uma viagem a trabalho para Alexânia com o irmão, Leonardo Cruz. Após chegarem ao local, os dois conversaram, e o irmão deixou a oficina. A saída do irmão ocorreu poucos minutos antes do crime.
O irmão da vítima, Leonardo Cruz, afirmou:
“Ele não sabia que era a última vez. Fico triste porque foram questões de minutos: eu saí e isso aconteceu.” “Meu irmão era conhecido pelo trabalho com restauração de veículos antigos e também por sua atuação no mercado de cervejas artesanais em Brasília. Um homem notável na sociedade e muito amado pelos familiares e amigos”, disse o irmão.




































