Após ter a base de apoio mobilizada nas redes contra ataques de bolsonaristas, Tarcísio de Freitas (Republicanos) viu novamente, nos últimos dias, aliados reagirem nas redes, desta vez para defender o governador das críticas feitas por Guilherme Boulos (PSol) em relação ao aumento do ICMS.
O tema inaugurou os embates entre Tarcísio e o governo Lula após as eleições que deram ao petista o quarto mandato. Com Flávio Bolsonaro (PL) fora do país, o governador paulista passou a despontar como principal figura da oposição ao governo federal, projetando a candidatura presidencial em 2030.
O posicionamento de Tarcísio em relação à decisão de Flávio de questionar o resultado eleitoral e a postura lida por bolsonaristas como uma tentativa do governador de se descolar da família Bolsonaro geraram uma onda de publicações de aliados para defender o chefe do Palácio dos Bandeirantes.
Agora, o governo paulista e políticos do grupo de Tarcísio se mobilizam para defender o governador das críticas feitas por Boulos e aliados de Lula sobre o aumento da alíquota do imposto sobre o diesel.
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do Metrópoles
Nesse domingo (1º/10), Tarcísio rebateu por meio de nota o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República sobre a responsabilidade do aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel.
Em vídeo publicado no Instagram, Boulos afirmou que o reajuste do imposto estadual afetaria não só o preço do combustível para os caminhoneiros, mas também aumentaria o preço dos alimentos nos supermercados, cujo transporte de mercadorias é feito por rodovias.
“Passadas as eleições, as máscaras caem, né? Vocês viram que os bolsonaristas passaram a eleição inteira dizendo: ‘Ah, a esquerda aumenta imposto, a gente quer diminuir imposto’. Olha o que está acontecendo agora com o diesel”, disse Boulos. “Governador Tarcísio, faça a sua parte, ajude o povo brasileiro. Não dá pra ter um discurso na eleição e a prática é ser outra, né Tarcísio?”.
No último dia 27, os governos estaduais aprovaram um reajuste do tributo a partir de 1º de fevereiro de 2027, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Após a publicação, o Palácio dos Bandeirantes divulgou uma nota em que chamou de “lamentável” a declaração do ministro. “Divergências não justificam distorcer
“O reajuste do ICMS sobre os combustíveis foi definido no âmbito do Confaz, que é um colegiado do Ministério da Fazenda que reúne os 26 estados e o Distrito Federal. A ratificação dos convênios foi aprovada por unanimidade, inclusive pelos estados governados pelo PT. A cobrança sobre os combustíveis segue a mesma regra nacional em São Paulo, no Piauí, no Ceará e na Bahia, por exemplo”, afirmava o texto divulgado pela equipe do governador.
O governo paulista também usou o perfil institucional nas redes sociais para rebater o ministro de Lula. “Não caia em fake news”, diz uma publicação que reforça os argumentos da nota.
Além disso, diversos deputados da base de Tarcísio foram às redes para criticar a fala de Boulos.
“Isso não muda nada em relação à incoerência de Tarcísio com seu discurso de campanha. Passou meses atacando Lula a respeito de impostos. E três dias depois da eleição, se posicionou a favor do aumento do ICMS no Confaz”, rebateu Boulos no X (antigo Twitter).




































