Uma mulher de 43 anos conseguiu escapar com vida de um cárcere privado de cerca de duas semanas em Anápolis. A vítima convenceu o ex-companheiro, de 36 anos, a levá-la ao Centro Médico da Vila Jaiara no último domingo (1º/11) após simular uma forte dor no braço. No local, durante a consulta, ela pediu socorro ao médico e denunciou os crimes cometidos pelo agressor.
Segundo as investigações iniciais, o suspeito não aceitava o término do relacionamento. A mulher foi mantida refém na residência desde o dia em que tentou buscar seus pertences pessoais no imóvel.
“Ele não aceitava o término e mantinha ela em cárcere privado. Inclusive, uma das filhas dela, ele não deixava nem ir para a escola. Ela teve a ideia de pedir que a levasse ao hospital, falou que estava com uma dor no braço. No momento em que ele a levou, a vítima conseguiu fazer a denúncia”, explicou o delegado Rafhael Barboza.
Ameaças e monitoramento
Durante o período em que permaneceu trancada, a vítima ficou impedida de sair de casa e de utilizar o celular. Ela relata que sofria ameaças constantes do ex-marido, que afirmava que a encontraria caso tentasse fugir. A mulher já possuía medidas protetivas de urgência em vigor contra o investigado.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles
A equipe de segurança do hospital acionou a Polícia Militar de Goiás (PMGO) após o relato da vítima ao médico. Inicialmente, o suspeito aguardava na entrada do estabelecimento para levá-la de volta ao cativeiro, mas fugiu antes da chegada da equipe policial.
A captura do suspeito ocorreu de forma inusitada. Enquanto os policiais militares prestavam assistência à vítima e a transportavam, perceberam que uma motocicleta seguia a viatura policial. A mulher prontamente reconheceu o passageiro como sendo o ex-companheiro.
Suspeito negou
Os militares realizaram a abordagem e deram voz de prisão ao homem. Em depoimento inicial aos policiais, o suspeito negou as acusações, alegando que a ex-companheira possuía a chave reserva da casa e poderia sair no momento em que quisesse.
O caso foi encaminhado e será investigado pela Polícia Civil do Estado de Goiás.




































