O perfil das audiências de custódia realizadas no primeiro semestre de 2026 foi traçado e divulgado pela Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF). Com base em 2.365 entrevistas realizadas, o estudo indicou maioria na informalidade profissional, pouco menos da metade com baixa escolaridade e baixa renda, além de maioria de homens solteiros pretos e pardos.
Das mais de 2 mil entrevistas analisadas, 86,6% não tinham carteira de trabalho assinado, 48,84% não concluíram o ensino fundamental e 28,29% declararam renda mensal de até um salário mínimo, atualmente fixado em R$ 1.621.
Quase 40% das ocorrências correspondem a infrações contra o patrimônio sem violência (39,47%), e 56,69% dos entrevistados eram primárias.
Quanto ao perfil demográfico geral, os perfis identificados são de maioria do sexo masculino, com 89,54% da análise, de 69,05% solteiros. Em relação à cor ou raça autodeclarada, 64,27% se identificaram como pardas, 20,51% como pretas e 14,38% como brancas.
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do Metrópoles DF
Sobre o recorte de vulnerabilidade social e outras condições, pessoas em situação de rua representaram 49,53% do total de atendimentos, seguidos por 17,45% de acompanhamentos a pessoas com deficiência, 10,85% de pessoas em crise de saúde mental, 4,72% são idosas, 2,36% transgênero e 1,41% migrantes.
Violência policial
Para além dos perfis, o relatório divulgou indicadores sobre condição de detenção e garantia de direitos: 13,53% relataram ter sofrido violência policial quando foram presos, e 6,6% afirmaram não ter recebido água ou alimentação na delegacia.
O coordenador do Núcleo de Assistência Jurídica das Audiências de Custódia e da Tutela Coletiva dos Presos Provisórios (NAJCust), responsável pela divulgação do 5º Relatório das Audiências de Custódia destacou a relevância da pesquisa: “fundamental para que possamos enxergar além do registro da ocorrência e compreender as condições sociais e as possíveis violações de direitos”, comentou Alexrande Fernandes Silva.




































