Em nova nota divulgada nesta quarta-feira (4/11), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) atualizou o número de diagnósticos já confirmados na capital de pacientes com Mpox, doença que provoca lesões na pele. Ao todo, registrou 23 infectados em 2026. Inicialmente, a pasta havia informado que último diagnóstico, sendo ele de um paciente de 32 anos morador do Guará (DF), havia sido o 13° caso.
De acordo com a pasta, “os dados são dinâmicos e atualizados à medida que o sistema é alimentado”. Os números são referentes ao levantamento feito até o dia 4 de novembro.
“Estamos trabalhando em conjunto com as Regiões de Saúde para qualificar as informações do banco de dados e consolidar os dados epidemiológicos, a fim de compartilhar informações atualizadas sobre o cenário da doença no DF”, explicou a pasta.
No cenário nacional, são 633 casos confirmados, 37 prováveis, 239 suspeitos e um óbito, de acordo com o painel do Ministério da Saúde.
A pasta ainda ressalta que, até o momento, não há identificação conclusiva da cepa predominante entre os casos recentes no DF.
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do Metrópoles DF
A análise da identificação do tipo viral está sendo feita pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (LACEN-DF).
Sobre novo diagnóstico
- Um novo caso de Mpox no DF foi confirmado nessa segunda-feira (2/11);
- O novo paciente é um morador do Guará, de 32 anos, que inicialmente suspeitou estar com amigdalite;
- Ele apresentou febre alta, dor de garganta, dor de cabeça e dores leves pelo corpo. Alguns dias depois, porém, o surgimento de bolhas com pus na pele levantou a suspeita da doença;
- As lesões surgiram nas mãos, nos pés, nas costas, no peito, na cabeça e no rosto;
- O homem começou a sentir os primeiros sintomas na segunda-feira, 26 de outubro, mas só recebeu a confirmação do diagnóstico na segunda-feira seguinte, 2 de novembro;
- Por medo de sofrer preconceito e ser culpabilizado pela infecção, o morador preferiu não se identificar.
Como ocorre a transmissão
A Mpox é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto com lesões na pele, secreções e fluidos corporais de uma pessoa infectada. Também pode acontecer pelo compartilhamento de roupas, toalhas, lençóis e outros objetos contaminados.
O contato próximo e prolongado com secreções respiratórias também pode transmitir o vírus. A pessoa infectada pode transmitir a doença desde o início dos sintomas até que todas as lesões estejam cicatrizadas e uma nova camada de pele tenha se formado.
Os sinais mais comuns incluem erupções ou lesões na pele, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, fraqueza e aumento dos gânglios linfáticos. As lesões podem aparecer no rosto, nas mãos, nos pés, na boca, nos órgãos genitais e em outras partes do corpo.
Diagnóstico e prevenção
A confirmação da Mpox é feita por exame laboratorial molecular, preferencialmente a partir de amostras coletadas das lesões. Ao apresentar sintomas compatíveis, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação.
Não há medicamento específico aprovado para tratar a doença. O atendimento é voltado ao alívio dos sintomas e à prevenção ou ao tratamento de complicações.




































