Comissão especial arquiva pedido de impeachment contra Ricardo Nunes

São Paulo — A comissão especial da Câmara Municipal de São Paulo rejeitou nesta terça-feira (3/11) o pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes (MDB) protocolado na Casa após os relatos de problemas envolvendo a oferta de ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciaisn no último 25 de outubro. O processo foi arquivado e não deve avançar em plenário.

O vereador Major Palumbo (PP) pediu o arquivamento do processo. Foram cinco votos a favor do relatório e dois contra.

“As ações da prefeitura foram tomadas, e se tiveram falhas em algum lugar, no próprio relatório [da SPTrans] aplica-se aqui também multas às devidas empresas. Se aconteceu essas ações, a gente tem que achar que o cumprimento da determinação judicial [do TSE] foi feito aqui na cidade no dia da eleição”, afirmou o relator.

Além de Palumbo, a comissão especial era composta por outros quatro vereadores da base de apoio de Nunes: Rubinho Nunes (União), Sandra Santana (MDB), Sandra Tadeu (PL) e Kenji Ito (Podemos). A oposição contava com a vereadora Luana Alves (PSol) e o vereador Hélio Rodrigues (PT) no grupo.

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do Metrópoles SP

Durante a reunião, a vereadora Luana Alves apresentou um requerimento de vista do processo do relatório pelo prazo de dois dias, que foi rejeitado por 5 votos a 2 pela Comissão Especial. A oposição também apresentou um relatório paralelo que não foi lido durante a sessão.

Conforme mostrou a coluna Demétrio Vecchioli, dados do Businfo, aplicativo que monitora o deslocamento desses veículos em tempo real por geomonitoramento, apenas 71,7% dos ônibus que atendem linhas municipais em São Paulo estavam em circulação às 13h20 do dia de votação no segundo turno das eleições. A Prefeitura de São Paulo alegou que pretendia evitar “gastos desnecessários” ao justificar a decisão de não ter 100% da frota municipal nas ruas naquele domingo.

O pedido de impeachment rejeitado nesta terça foi protocolado na última semana por três vereadores da bancada do PSol – Amanda Paschoal, Celso Giannazi e Silvia da Bancada Feminista. Eles citaram também a denúncia de que o prefeito convocou servidores comissionados para trabalharem pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

O primeiro encontro da comissão havia ocorrido na última quinta-feira (29/10), quando o vereador Rubinho Nunes (União) foi eleito presidente do colegiado.



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