Batizado Mateus Henrique Ferreira do Nascimento, foi como Mateus Fazeno Rock que o artista de 32 anos ganhou projeção, principalmente na cena underground da música brasileira. Criado no bairro Sapiranga, em Fortaleza, ele desenvolveu uma sonoridade que apresenta o rock feito nas periferias, com letras que abordam a realidade e os desejos de quem vive nas comunidades.
O músico é o convidado do Tiny Desk Brasil nesta terça-feira (3/11). Antes de chegar a um dos principais programas musicais da internet, porém, construiu uma carreira marcada pela proximidade com o público, pela mistura de gêneros e pela atuação como ativista cultural.
Mateus Fazeno Rock mistura rock, funk, reggae e referências afro-brasileiras
Reprodução/Instagram
Criado em Fortaleza, Mateus Fazeno Rock é um dos representantes do rock de favela
Reprodução/Instagram
O músico cearense Mateus Fazeno Rock é o convidado do Tiny Desk Brasil
Reprodução/Instagram
A sonoridade combina guitarras e influências do rock com elementos do funk brasileiro, reggae e pontos de religiões de matriz africana. A mistura dá forma a uma identidade musical que rompe com os padrões tradicionais do gênero popularizado por nomes como The Rolling Stones e Nirvana.
O primeiro álbum, Rolê nas Ruínas, chegou em 2020, durante a pandemia de covid-19. Naquele período, o artista desenvolveu uma relação virtual com os fãs, antes de conhecê-los pessoalmente nos shows. Com cerca de meia hora de duração, o disco denuncia a especulação imobiliária em Fortaleza e retrata a segregação enfrentada pelos moradores das periferias do Ceará.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles Entretenimento
Além da carreira solo, Mateus é fundador do Fazeno Rock, rede de produção cultural que reúne artistas ligados ao chamado rock de favela. O movimento busca contrapor as formas hegemônicas de fazer rock, incorporando referências do grunge, punk, funk brasileiro, rap, reggae e R&B.
Em 2023, o músico lançou o segundo trabalho de estúdio, Jesus Ñ Voltará, que mergulha na violência enfrentada por quem vive nas favelas brasileiras. Já em 2025, apresentou Lá Na Zárea Todos Querem Viver Bem, álbum que amplia o olhar sobre as comunidades.
Em vez de se limitar às mazelas e aos estigmas associados às periferias, o projeto destaca os desejos, as esperanças e as possibilidades de uma vida melhor para os moradores.




































