Um homem de 36 anos foi preso pela Polícia Militar de Goiás (PMGO) após manter a ex-companheira, de 43, em cárcere privado por cerca de duas semanas, em Anápolis, município em Goiás (GO). O suspeito foi capturado, neste domingo (1/11), depois de seguir a viatura policial que fez o resgate da vítima.
O caso veio à tona após a mulher convencer o homem a levá-la a um hospital, devido a uma forte dor no braço. No local, enquanto o ex a aguardava do lado de fora, conseguiu pedir ajuda a equipe médica, que acionou a polícia. No entanto, ao se dar conta de que a mulher estava sendo levada por policiais, o indivíduo pediu um moto táxi e passou a seguir a viatura — momento em que a vítima percebeu que era ele na moto e alertou a corporação, que o prendeu.
Os militares realizaram a abordagem e deram voz de prisão ao homem. Em depoimento inicial, o suspeito negou as acusações, alegando que a ex-companheira possuía a chave reserva da casa e poderia sair no momento em que quisesse.
Ameaças e monitoramento
Segundo as investigações iniciais, o suspeito não aceitava o término do relacionamento e manteve a mulher refém na residência desde o dia em que tentou buscar seus pertences pessoais no imóvel. Ainda segundo o delegado Rafhael Barboza, a filha da vítima, um jovem de 18 anos, também foi mantida presa na casa onde o crime ocorreu e só podia sair para ir à escola. A menina contou a PCGO sobre as violências que a mãe sofreu durante o período que ficou refém.
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do Metrópoles
“Ele não aceitava o término e mantinha ela em cárcere privado. Inclusive, uma das filhas dela, ele só deixava ir para a escola. Ela teve a ideia de pedir que a levasse ao hospital, falou que estava com uma dor no braço. No momento em que ele a levou, a vítima conseguiu fazer a denúncia”, explicou o delegado Rafhael Barboza.
Durante o período em que permaneceu trancada, a mulher ficou impedida de sair de casa e utilizar o celular. Ela relata que sofria ameaças constantes do ex-marido, que afirmava que a encontraria caso tentasse fugir. A mulher já possuía medidas protetivas de urgência em vigor contra o investigado.
O caso foi encaminhado e será investigado pela Polícia Civil do Estado de Goiás.




































