Este mês, é celebrado o Novembro Azul, campanha de conscientização sobre a saúde do homem, com foco na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer próstata. No Brasil, o tumor é considerado o mais incidente entre indivíduos do sexo masculino, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Ao Metrópoles, o médico urologista Wagner Kono destaca que, embora o diagnóstico e o tratamento impactem a vida sexual, isso não significa que o homem perderá sua sexualidade — que, para além da ereção, envolve também desejo, intimidade, prazer e autoestima.
“É importante esclarecer que sexo não se resume à penetração nem à ejaculação. Durante a reabilitação, explorar outras formas de intimidade e prazer pode diminuir a pressão sobre o homem e o casal”, ressalta.
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
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O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
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É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
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No sexo, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazer
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Há impactos, mas também há solução
De acordo com o especialista, os tratamentos provocam diferentes alterações. Após a retirada da próstata (prostatectomia), por exemplo, pode ocorrer disfunção erétil. “Existe também um componente emocional. O medo, a ansiedade, as alterações na imagem e o receio de ‘não funcionar’ acabam dificultando a retomada da vida íntima”, afirma.
Apesar de ser um cenário frequente, Wagner lembra que é fundamental ter consciência de que os impactos são tratáveis. Nesse caso, a recuperação depende uma série de fatores, como histórico, idade, presença de diabetes, tabagismo e condições cardiovasculares.
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Cuidados: quanto antes, melhor!
Além disso, quanto antes começar o planejamento da reabilitação sexual, maiores serão as chances de resultados positivos.
“Outro ponto importante é não criar uma expectativa de recuperação imediata. Dependendo das condições individuais, a recuperação da função erétil pode levar meses ou períodos mais longos. O acompanhamento permite ajustar as estratégias ao longo desse processo“, completa.
Por último, Wagner enfatiza que a retirada da próstata e a ausência de sêmen não significam, necessariamente, a incapacidade de atingir orgasmos. De acordo com o especialista, entretanto, o ápice do prazer pode ser percebido com intensidade, duração e sensações diferentes.




































