Investigadora paranormal lança livros de receitas de locais mal-assombrados

Amy Bruni, investigadora paranormal e escritora, decidiu unir o mundo sobrenatural à culinária ao lançar livros de receitas típicas de locais assombrados. Curiosamente, as publicações começaram a render relatos de leitores que vivenciaram experiências inexplicáveis enquanto preparavam os pratos.

Teria coragem?

Um desses episódios envolveu um funcionário da fazenda que inspirou o filme Invocação do Mal, localizada em Rhode Island (EUA). Ele decidiu preparar no próprio local uma “carne assada de domingo”, cuja receita havia sido compartilhada com Amy pela família Perron, antiga dona do imóvel.

“Eles estavam completamente sozinhos em casa, começaram a cozinhar e a gravar… Começaram a ouvir passos no andar de cima, uma porta fechando, e acharam que ouviram vozes”, detalhou a investigadora  a um portal internacional.

“E faz sentido, porque aquele era o assado de domingo deles. Então, se houvesse espíritos que reconhecessem isso, eu acho que eles diriam: ‘Ah, me soa familiar’. Ninguém pensa em usar comida como ferramenta de investigação, mas talvez estejamos perto de descobrir algo”, prosseguiu.

Último lançamento

Em seu segundo livro, Amy convida os leitores a explorar receitas de antigos asilos, restaurantes e residências marcadas por crimes reais. Entre os destaques está o restaurante Five Fishermen, no Canadá, que no passado funcionou como a funerária que acolheu as vítimas do naufrágio do Titanic.

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do Metrópoles Vida & Estilo

A ideia de reunir esses preparos surgiu quando a autora se deparou com uma receita de bolo de carne escrita por Lizzie Borden — jovem absolvida pelo duplo assassinato a machadadas de seu pai e de sua madrasta, em 1893. “Pensei: ‘Será que as pessoas fariam isso?’. Tenho ouvido de muitas pessoas que é realmente bom”, contou.

Trajetória de Amy Bruni

A conexão da investigadora com o mundo paranormal começou quando ela foi morar em uma casa assombrada na Califórnia, outrora habitada por um jovem soldado que morreu na Segunda Guerra Mundial.

“Minha primeira lembrança de ter visto um fantasma foi quando eu tinha 8 anos e vi a aparição de um homem, parado do lado de fora da janela e vestido todo de verde. Corri para chamar minha mãe, e ela me olhou com muita naturalidade e disse: ‘Ah, sim, ele é um fantasma. Eu o chamo de Sr. Calça Verde’”, relatou.



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