Incêndio na feira dos importados: lojistas atingidos serão realocados

Os feirantes que tiveram suas lojas atingidas pelo incêndio na Feira dos Importados de Brasília (FIB), na manhã dessa segunda-feira (11/5), deverão ser realocados em outros espaços, enquanto será feita a reforma, segundo a assessoria da Feira. As chamas de grandes proporções destruíram completamente, pelo menos, 27 boxes no Bloco C. 

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A Feira dos Importados de Brasília foi atingida por um incêndio de grandes proporções na segunda-feira

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Ao menos, 27 boxes ficaram completamente destruídos após incêndio na Feira dos Importados de Brasília

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O rastro de destruição é visível na reabertura da feira nesta terça-feira

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O Bloco C segue parcialmente interditado após o incêndio

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Durante a madrugada e a manhã desta terça-feira, trabalhadores limparam e retiraram destroços do incêndio

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Segundo a administração da feira, os boxes serão reconstruídos

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Dos mais de 550 boxes do Bloco C da feira, pelo menos, 27 que ficaram totalmente destruídos e permanecem isolados.

Para minimizar os prejuízos, a administração anunciou as seguintes medidas:

  • Realocação: os lojistas atingidos vão trabalhar provisoriamente em bancas montadas no corredor central, entre os blocos B e C.
  • Infraestrutura: equipes trabalham para restabelecer a energia na metade do Bloco C, que não foi afetada pelas chamas.
  • Reconstrução: Cooperativa dos Empresários da Feira dos Importados de Brasília (Cooperfim) assumiu o compromisso de reconstruir as estruturas físicas destruídas.

Segundo o advogado da Feira, Rodrigo Dutra, a principal suspeita da causa do incêndio, teria sido um aparelho ligado dentro de uma loja fechada.

Rodrigou explicou que imagens da câmera de segurança do local identificaram uma grande quantidade de fumaça em duas lojas da feira: uma de roupas e outra de aparelhos celulares.

A suspeita é de que algum eletrônico tenha ficado conectado à tomada, o que teria ocasionado o incêndio.

O vice-presidente da Cooperativa dos Empresários da Feira dos Importados de Brasília (Cooperfim), que faz a gestão da FIB, Absalão Ferreira Calado, disse que o sistema de combate a incêndio está sendo implantado em fases. No entanto, ainda não estava concluído.

Até agora, foram implantadas a casa de máquinas, a setorização do sistema elétrico e duas caixas d’água de 250 mil litros.


A setorização da rede elétrica, outra etapa do projeto, permitiu que a feira reabrisse nesta terça-feira.

“Isso está nos permitindo hoje ter luz no Bloco A, no Bloco B e em parte do Bloco C”, explicou Marcelle Secchin, assessora da FIB.

Durante o incêndio, duas caixas de energia do Bloco C foram atingidas, mas, devido à substituição de todo o cabeamento e fiação elétrica realizada anteriormente, o impacto foi contido.

Planejamento contra incêndio

As próximas fases do planejamento estratégico contra incêndio prevêem obras mais complexas.

“Vamos executar uma obra grande para cortar os corredores e, assim, permitir a instalação dos hidrantes”, afirmou Absalão.

A instalação de sprinklers (chuveiros automáticos), segundo ele, também está prevista.

Segundo o CBMDF, a cooperativa apresentou documentação técnica e um cronograma de obras que prevê a implementação total dos sistemas preventivos entre agosto de 2025 e janeiro de 2027.

Diferentemente da FIB, a Feira da Cultura, Arte e Beleza (Fecab), localizada na parte de trás, ainda possuía pendências documentais junto à corporação.

Atualmente, o complexo onde fica a FIB é cercado por três áreas comerciais distintas:

  • Fecab na parte de trás da feira;
  • Feira de Grãos, na lateral, entre a FIB e o Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF);
  • Espaço de instalação de película e manutenção de som automotivo, os chamados “peliquieros”, na outra lateral da feira.

“A gente entende que é um momento de dificuldade e lamenta profundamente. Estamos buscando soluções para diminuir o prejuízo dos feirantes”, concluiu o vice-presidente da Cooperfim.

O dirigente ainda deixou um alerta para os comerciantes: “Tenham cuidado ao sair e desliguem todos os aparelhos eletrônicos. Não deixem nada ligado, pois isso pode ser o estopim para um incêndio”.

 

 



Tribunal Brasília

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