{"id":34237,"date":"2026-11-02T03:19:29","date_gmt":"2026-11-02T06:19:29","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/?p=34237"},"modified":"2026-11-02T03:19:29","modified_gmt":"2026-11-02T06:19:29","slug":"familia-relata-como-e-acolher-criancas-em-lar-temporario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/?p=34237","title":{"rendered":"fam\u00edlia relata como \u00e9 acolher crian\u00e7as em lar tempor\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Sara Carvalho Lima, 37 anos, sabe desde a inf\u00e2ncia o que significa precisar de um lar fora da fam\u00edlia de origem. Por dificuldades financeiras dos seus respons\u00e1veis, ela ficou sob a tutela do Estado e passou parte da vida em abrigos. <span class=\"highlight\">Hoje, transforma a experi\u00eancia em uma forma de retribui\u00e7\u00e3o: h\u00e1 tr\u00eas anos, recebe em casa, por meio do <a href=\"https:\/\/aconchegodf.org.br\/familia-acolhedora\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">programa Fam\u00edlia Acolhedora<\/a>, crian\u00e7as afastadas dos respons\u00e1veis por situa\u00e7\u00f5es de maus-tratos, abandono e neglig\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><strong>Assista:<\/strong><span class=\"highlight\"><br \/><\/span><br \/><iframe title=\"Gesto de amor: fam\u00edlia relata como \u00e9 acolher crian\u00e7as em lar tempor\u00e1rio\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iTvocz8Oywc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Executada pelo Grupo Aconchego, uma Organiza\u00e7\u00e3o da Sociedade Civil (OSC) sem fins lucrativos, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), a iniciativa oferece uma alternativa de cuidado enquanto a Justi\u00e7a avalia se a crian\u00e7a poder\u00e1 voltar \u00e0 fam\u00edlia de origem ou ser encaminhada para ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>\u201cNo abrigo, a conviv\u00eancia era coletiva e os cuidados eram divididos entre os profissionais. No acolhimento familiar, a crian\u00e7a passa a fazer parte da rotina de uma casa, convive com uma fam\u00edlia e participa do dia a dia daquele lar. \u00c9 especial poder proporcionar essa experi\u00eancia, mesmo que tempor\u00e1rio, a outras crian\u00e7as que talvez n\u00e3o tenham vivido isso antes\u201d, conta Sara.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A experi\u00eancia de acolher crian\u00e7as tamb\u00e9m mudou a forma como Sara e o companheiro, Divanildo da Silva Lima, de 42 anos, enxergam os respons\u00e1veis que n\u00e3o conseguem cuidar dos pr\u00f3prios filhos. <span class=\"highlight\">Para o casal, reconhecer essa dificuldade e buscar uma alternativa segura para a crian\u00e7a \u00e9 uma atitude que n\u00e3o deve ser recebida com julgamento.<\/span><\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>\u201cDurante essa experi\u00eancia, a gente aprendeu a julgar menos os genitores. A entrega volunt\u00e1ria tamb\u00e9m pode ser um ato de amor. \u00c9 quando eles reconhecem que n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de cuidar da crian\u00e7a e buscam um caminho para que ela cres\u00e7a em um ambiente seguro, com cuidado e afeto. N\u00e3o a deixam em qualquer lugar, em uma esquina ou em um beco. Fazem uma entrega consciente em um local seguro\u201d, acrescenta.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><span class=\"highlight\">Essa percep\u00e7\u00e3o ganha ainda mais import\u00e2ncia diante de situa\u00e7\u00f5es em que a rede de prote\u00e7\u00e3o n\u00e3o consegue evitar trag\u00e9dias. Uma beb\u00ea de 1 ano e 3 meses, por exemplo, morreu no dia 25 de outubro, ap\u00f3s suspeita de maus-tratos<\/span>. Antes da morte, o Conselho Tutelar havia solicitado \u00e0 Justi\u00e7a, com base na Lei Henry Borel (Lei n\u00ba 14.344\/2022), o afastamento da menina da m\u00e3e, do padrasto e da bab\u00e1. O pedido, no entanto, foi negado.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029Vb5fRx32phHRJiFmFr3W\" class=\"flex justify-center items-center gap-3 px-3 py-2.5 bg-green-500 text-white! no-underline! font-bold rounded-full my-4\"><span class=\"inline-flex gap-3 items-center max-w-10\/12 text-sm leading-4.5 font-semibold font-sans tracking-tighter whitespace-pre-line md:whitespace-normal xs:max-w-9\/12 md:text-lg md:max-w-full\"><svg width=\"40\" height=\"40\" viewbox=\"0 0 24 24\" fill=\"currentColor\" aria-hidden=\"true\" class=\"shrink-0\"><path d=\"M17.472 14.382c-.297-.149-1.758-.867-2.03-.967-.273-.099-.471-.148-.67.15-.197.297-.767.966-.94 1.164-.173.199-.347.223-.644.075-.297-.15-1.255-.463-2.39-1.475-.883-.788-1.48-1.761-1.653-2.059-.173-.297-.018-.458.13-.606.134-.133.298-.347.446-.52.149-.174.198-.298.298-.497.099-.198.05-.371-.025-.52-.075-.149-.669-1.612-.916-2.207-.242-.579-.487-.5-.669-.51-.173-.008-.371-.01-.57-.01-.198 0-.52.074-.792.372-.272.297-1.04 1.016-1.04 2.479 0 1.462 1.065 2.875 1.213 3.074.149.198 2.096 3.2 5.077 4.487.709.306 1.262.489 1.694.625.712.227 1.36.195 1.871.118.571-.085 1.758-.719 2.006-1.413.248-.694.248-1.289.173-1.413-.074-.124-.272-.198-.57-.347m-5.421 7.403h-.004a9.87 9.87 0 01-5.031-1.378l-.361-.214-3.741.982.998-3.648-.235-.374a9.86 9.86 0 01-1.51-5.26c.001-5.45 4.436-9.884 9.888-9.884 2.64 0 5.122 1.03 6.988 2.898a9.825 9.825 0 012.893 6.994c-.003 5.45-4.437 9.884-9.885 9.884m8.413-18.297A11.815 11.815 0 0012.05 0C5.495 0 .16 5.335.157 11.892c0 2.096.547 4.142 1.588 5.945L.057 24l6.305-1.654a11.882 11.882 0 005.683 1.448h.005c6.554 0 11.890-5.335 11.893-11.893A11.821 11.821 0 0020.465 3.488\"\/><\/svg>Entre no canal de WhatsApp <!-- --><br \/>\n<!-- -->do<!-- --> <!-- -->Metr\u00f3poles DF<\/span><\/a><\/p>\n<div class=\"splide-container\">\n<div class=\"splide main-slider hide\">\n<p><button><span>Fechar modal.<\/span><\/button><\/p>\n<div class=\"splide__metropoles-logo\"><\/div>\n<div class=\"splide__track\">\n<div class=\"splide__list\">\n<div class=\"splide__slide\">\n<div class=\"splide__image\"><\/div>\n<div class=\"splide__content\"><span class=\"splide__current-slide\">1 de 3<\/span><\/p>\n<p class=\"splide__caption\">Sara Carvalho Lima passou parte da inf\u00e2ncia em abrigos e, hoje, aos 37 anos, compartilha com o marido, Divanildo, a decis\u00e3o de oferecer a outras crian\u00e7as a experi\u00eancia de crescer em um ambiente familiar<\/p>\n<p><span class=\"splide__credits\">BRENO ESAKI\/METR\u00d3POLES @BrenoEsakiFoto<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"splide__slide\">\n<div class=\"splide__image\"><\/div>\n<div class=\"splide__content\"><span class=\"splide__current-slide\">2 de 3<\/span><\/p>\n<p class=\"splide__caption\">A experi\u00eancia de acolher crian\u00e7as mudou a percep\u00e7\u00e3o do casal sobre os pais que n\u00e3o conseguem cuidar dos filhos. Para Sara e Divanildo, a entrega volunt\u00e1ria tamb\u00e9m pode ser uma demonstra\u00e7\u00e3o de amor e responsabilidade<\/p>\n<p><span class=\"splide__credits\">BRENO ESAKI\/METR\u00d3POLES @BrenoEsakiFoto<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"splide__slide\">\n<div class=\"splide__image\"><\/div>\n<div class=\"splide__content\"><span class=\"splide__current-slide\">3 de 3<\/span><\/p>\n<p class=\"splide__caption\">Sara e Divanildo defendem que crian\u00e7as afastadas dos respons\u00e1veis precisam de um ambiente seguro e afetuoso. No acolhimento familiar, elas passam a participar da rotina da casa e recebem aten\u00e7\u00e3o individualizada<\/p>\n<p><span class=\"splide__credits\">BRENO ESAKI\/METR\u00d3POLES @BrenoEsakiFoto<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Reintegra\u00e7\u00e3o \u00e9 prioridade<\/h2>\n<p><span class=\"highlight\">Entre 2022 e outubro de 2026, o programa atendeu 241 crian\u00e7as e adolescentes no Distrito Federal. A maioria dos casos com desfecho informado terminou com a volta \u00e0 fam\u00edlia de origem: foram 95 reintegra\u00e7\u00f5es, contra 77 ado\u00e7\u00f5es. Isso significa que, entre esses dois resultados, 55,2% corresponderam ao retorno aos familiares e 44,8% \u00e0 ado\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>Assistente social do programa, Leidiane dos Santos Costa explica que o retorno \u00e0 fam\u00edlia de origem \u00e9 prioridade e que, antes de qualquer encaminhamento para ado\u00e7\u00e3o, a equipe procura alternativas para que os pais possam voltar a cuidar dos filhos ou para que outros parentes assumam essa responsabilidade.<\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>\u201cPara isso, avaliamos como os pais podem recuperar as condi\u00e7\u00f5es de cuidar dos filhos, inclusive com acesso a tratamentos, em casos de depend\u00eancia qu\u00edmica. Tamb\u00e9m buscamos parentes, como av\u00f3s e tios, que possam assumir os cuidados. S\u00f3 quando essas alternativas se esgotam \u00e9 que se considera a ado\u00e7\u00e3o. At\u00e9 l\u00e1, as crian\u00e7as permanecem com fam\u00edlias acolhedoras\u201d, explica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O tempo de acolhimento varia conforme a situa\u00e7\u00e3o de cada crian\u00e7a. <span class=\"highlight\">Segundo Leidiane, h\u00e1 casos emergenciais, em que a crian\u00e7a precisa ser afastada imediatamente do conv\u00edvio familiar diante de uma situa\u00e7\u00e3o de risco, e outros em que o acolhimento ocorre ap\u00f3s uma determina\u00e7\u00e3o judicial.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Durante esse per\u00edodo, o v\u00ednculo afetivo entre a crian\u00e7a e os acolhedores \u00e9 inevit\u00e1vel. Sara tem dois filhos, de 6 e 14 anos, que tamb\u00e9m participam da rotina com as crian\u00e7as recebidas em casa. <span class=\"highlight\">Para lidar com a despedida, as fam\u00edlias passam por uma prepara\u00e7\u00e3o, que ajuda a compreender o car\u00e1ter tempor\u00e1rio do acolhimento e a import\u00e2ncia de respeitar o momento de transi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>\u201cUma das partes mais importantes do acolhimento \u00e9 entender que, em algum momento, haver\u00e1 uma despedida. Mas isso n\u00e3o significa que a hist\u00f3ria da crian\u00e7a naquele per\u00edodo deva ser esquecida. Nesse tempo, ela pode dar os primeiros passos, aprender a ler ou, no caso de um adolescente, conquistar mais autonomia e viver experi\u00eancias importantes, que as fam\u00edlias re\u00fanem em um \u00e1lbum de lembran\u00e7as para que n\u00e3o se percam\u201d, explica Leidiane.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Mesmo depois da despedida, o v\u00ednculo n\u00e3o precisa necessariamente terminar. A assistente social explica que as fam\u00edlias acolhedoras podem continuar em contato com as crian\u00e7as, desde que os respons\u00e1veis que passam a cuidar delas concordem.<\/p>\n<h2><strong>Uma equipe por tr\u00e1s do acolhimento<br \/><\/strong><\/h2>\n<p>Para garantir o acompanhamento durante todo o per\u00edodo, <span class=\"highlight\">o programa conta com uma equipe formada por profissionais de diferentes \u00e1reas, como psic\u00f3logos, assistentes sociais, motorista e funcion\u00e1rios dos setores financeiro e administrativo<\/span>. Al\u00e9m de orientar os cuidadores, os profissionais acompanham as necessidades das crian\u00e7as e das fam\u00edlias de origem.<\/p>\n<p>O Grupo Aconchego busca ampliar o n\u00famero de fam\u00edlias volunt\u00e1rias habilitadas para receber crian\u00e7as e adolescentes de 0 a 18 anos. <span class=\"highlight\">A escolha da faixa et\u00e1ria depende da disponibilidade e da rotina de cada fam\u00edlia. Quem tem pouco tempo para cuidar de um beb\u00ea, por exemplo, pode ter mais condi\u00e7\u00f5es de receber um adolescente, que costuma ter maior autonomia. Outra possibilidade \u00e9 integrar a crian\u00e7a \u00e0 rotina da casa, junto aos filhos que j\u00e1 vivem com os acolhedores.<\/span><\/p>\n<blockquote class=\"m-blockquote m-destaque\">\n<p>\u201cDepende da rotina de cada fam\u00edlia. Para cuidar de um beb\u00ea, por exemplo, \u00e9 preciso ter mais tempo dispon\u00edvel e dedica\u00e7\u00e3o. J\u00e1 acolher um adolescente \u00e9 outra viv\u00eancia: \u00e9 preciso acompanhar essa fase de descobertas, aconselhar e orientar sobre assuntos como sexualidade e educa\u00e7\u00e3o financeira. Se a fam\u00edlia n\u00e3o tem disponibilidade para cuidar de um beb\u00ea, pode ser melhor receber um adolescente, que tem mais autonomia, ou integrar a crian\u00e7a \u00e0 rotina dos pr\u00f3prios filhos\u201d, finaliza a assistente.<\/p>\n<\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_5410303\" aria-describedby=\"caption-attachment-5410303\" style=\"width:2560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><span class=\"m-0 block p-0 text-right text-[12px] text-neutral-700 font-sans leading-snug\"><svg width=\"11\" height=\"9\" viewbox=\"0 0 11 9\" aria-hidden=\"true\" class=\"text-[#949494] inline-block\"><path fill-rule=\"evenodd\" clip-rule=\"evenodd\" d=\"M7.969 1.51264H9.195C9.75692 1.51264 10.2167 1.96644 10.2167 2.52107V7.059C10.2167 7.61364 9.75692 8.06743 9.195 8.06743H1.02167C0.45975 8.06743 0 7.61364 0 7.059V2.52107C0 1.96644 0.45975 1.51264 1.02167 1.51264H2.24767C2.41624 1.51264 2.59769 1.38356 2.65112 1.22575L2.96804 0.286999C3.02127 0.129079 3.20292 0 3.3715 0H6.84517C7.01374 0 7.19519 0.129079 7.24862 0.286898L7.56554 1.22564C7.61877 1.38356 7.80043 1.51264 7.969 1.51264ZM3.57583 4.53793C3.57583 3.70275 4.26188 3.02529 5.10833 3.02529C5.95458 3.02529 6.64083 3.70275 6.64083 4.53793C6.64083 5.37341 5.95458 6.05057 5.10833 6.05057C4.26188 6.05057 3.57583 5.37341 3.57583 4.53793ZM5.10833 7.059C3.69772 7.059 2.55417 5.93027 2.55417 4.53793C2.55417 3.14569 3.69772 2.01686 5.10833 2.01686C6.51874 2.01686 7.6625 3.14569 7.6625 4.53793C7.6625 5.93027 6.51874 7.059 5.10833 7.059ZM8.47983 2.87332C8.47983 3.06835 8.64003 3.22627 8.83742 3.22627C9.03491 3.22627 9.195 3.06835 9.195 2.87332C9.195 2.67849 9.03501 2.52037 8.83742 2.52037C8.64003 2.52037 8.47983 2.67849 8.47983 2.87332Z\" fill=\"currentColor\"\/><\/svg> <!-- -->BRENO ESAKI\/METR\u00d3POLES @BrenoEsakiFoto<\/span><figcaption id=\"caption-attachment-5410303\" class=\"wp-caption-text\">\u3164<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quem deseja participar precisa passar por um processo de sele\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o antes de ser habilitado pelo programa. <span class=\"highlight\">No Distrito Federal, podem se candidatar pessoas maiores de 18 anos que morem na capital, tenham disponibilidade afetiva e emocional e condi\u00e7\u00f5es de cuidar de uma crian\u00e7a ou adolescente. Todas as configura\u00e7\u00f5es familiares s\u00e3o aceitas, inclusive pessoas solteiras. Um dos crit\u00e9rios \u00e9 n\u00e3o ter a inten\u00e7\u00e3o de adotar, j\u00e1 que o objetivo do acolhimento \u00e9 oferecer cuidado tempor\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p>O primeiro passo \u00e9 entrar em contato com o Grupo Aconchego e manifestar interesse. Depois, os candidatos passam por entrevistas com profissionais da assist\u00eancia social e da psicologia, avalia\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia, visita domiciliar e capacita\u00e7\u00e3o. A forma\u00e7\u00e3o aborda o funcionamento do servi\u00e7o e os desafios emocionais envolvidos no acolhimento, inclusive a necessidade de se preparar para a despedida. Ap\u00f3s essas etapas, a equipe avalia se a fam\u00edlia est\u00e1 apta a receber uma crian\u00e7a. <span class=\"highlight\">Os interessados podem entrar em contato pelo e-mail <strong>familiaacolhedora.aconchego@gmail.com,<\/strong> pelo Instagram <strong>@aconchegodf<\/strong> ou pelo telefone <strong>(61) 3964-5048<\/strong>.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/distrito-federal\/gesto-de-amor-familia-relata-como-e-acolher-criancas-em-lar-temporario\">Tribunal Bras\u00edlia <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sara Carvalho Lima, 37 anos, sabe desde a inf\u00e2ncia o que significa precisar de um lar fora da fam\u00edlia de origem. Por dificuldades financeiras dos seus respons\u00e1veis, ela ficou sob a tutela do Estado e passou parte da vida em abrigos. 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