{"id":33307,"date":"2026-10-28T12:45:26","date_gmt":"2026-10-28T15:45:26","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/?p=33307"},"modified":"2026-10-28T12:45:26","modified_gmt":"2026-10-28T15:45:26","slug":"empresa-tera-de-indenizar-funcionario-que-tomava-banho-na-frente-de-colegas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/?p=33307","title":{"rendered":"Empresa ter\u00e1 de indenizar funcion\u00e1rio que tomava banho na frente de colegas"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>A Primeira Turma do <a href=\"https:\/\/www.tst.jus.br\/-\/montadora-e-condenada-por-fornecer-chuveiros-sem-divisorias-em-vestiarios\">Tribunal Superior do Trabalho (TST)<\/a> condenou uma montadora de carros a pagar R$ 10 mil de indeniza\u00e7\u00e3o a um operador de produ\u00e7\u00e3o que <strong>precisava tomar banho em chuveiros sem portas ou divis\u00f3rias<\/strong>.<\/p>\n<p>Para os ministros, a exposi\u00e7\u00e3o da intimidade nessas condi\u00e7\u00f5es viola a dignidade do trabalhador e gera o direito \u00e0 repara\u00e7\u00e3o, mesmo quando o banho \u00e9 compartilhado apenas com colegas do mesmo sexo.<\/p>\n<p>O operador trabalhava na montadora desde 2004. Na reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, apresentada em 2019, ele relatou que exercia atividades bra\u00e7ais e tomava banho no vesti\u00e1rio masculino ap\u00f3s o expediente.<\/p>\n<p>Segundo o trabalhador, <span class=\"highlight\">os chuveiros eram coletivos e n\u00e3o tinham divis\u00f3rias, o que o obrigava a ficar nu diante dos colegas.<\/span> Ele tamb\u00e9m apontou uma diferen\u00e7a entre as instala\u00e7\u00f5es masculinas e femininas: enquanto os homens utilizavam chuveiros sem separa\u00e7\u00e3o, os vesti\u00e1rios das mulheres contavam com divis\u00f3rias para preservar a intimidade. Para ele, n\u00e3o havia justificativa para o tratamento diferente.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029Va9kFgRId7nRaEwtHh1m\" class=\"flex justify-center items-center gap-3 px-3 py-2.5 bg-green-500 text-white! no-underline! font-bold rounded-full my-4\"><span class=\"inline-flex gap-3 items-center max-w-10\/12 text-sm leading-4.5 font-semibold font-sans tracking-tighter whitespace-pre-line md:whitespace-normal xs:max-w-9\/12 md:text-lg md:max-w-full\"><svg width=\"40\" height=\"40\" viewbox=\"0 0 24 24\" fill=\"currentColor\" aria-hidden=\"true\" class=\"shrink-0\"><path d=\"M17.472 14.382c-.297-.149-1.758-.867-2.03-.967-.273-.099-.471-.148-.67.15-.197.297-.767.966-.94 1.164-.173.199-.347.223-.644.075-.297-.15-1.255-.463-2.39-1.475-.883-.788-1.48-1.761-1.653-2.059-.173-.297-.018-.458.13-.606.134-.133.298-.347.446-.52.149-.174.198-.298.298-.497.099-.198.05-.371-.025-.52-.075-.149-.669-1.612-.916-2.207-.242-.579-.487-.5-.669-.51-.173-.008-.371-.01-.57-.01-.198 0-.52.074-.792.372-.272.297-1.04 1.016-1.04 2.479 0 1.462 1.065 2.875 1.213 3.074.149.198 2.096 3.2 5.077 4.487.709.306 1.262.489 1.694.625.712.227 1.36.195 1.871.118.571-.085 1.758-.719 2.006-1.413.248-.694.248-1.289.173-1.413-.074-.124-.272-.198-.57-.347m-5.421 7.403h-.004a9.87 9.87 0 01-5.031-1.378l-.361-.214-3.741.982.998-3.648-.235-.374a9.86 9.86 0 01-1.51-5.26c.001-5.45 4.436-9.884 9.888-9.884 2.64 0 5.122 1.03 6.988 2.898a9.825 9.825 0 012.893 6.994c-.003 5.45-4.437 9.884-9.885 9.884m8.413-18.297A11.815 11.815 0 0012.05 0C5.495 0 .16 5.335.157 11.892c0 2.096.547 4.142 1.588 5.945L.057 24l6.305-1.654a11.882 11.882 0 005.683 1.448h.005c6.554 0 11.890-5.335 11.893-11.893A11.821 11.821 0 0020.465 3.488\"\/><\/svg>Entre no canal de WhatsApp <!-- --><br \/>\n<!-- -->do<!-- --> <!-- -->Metr\u00f3poles<\/span><\/a><\/p>\n<h2>Decis\u00f5es judiciais<\/h2>\n<p>Em primeira inst\u00e2ncia, o pedido de indeniza\u00e7\u00e3o foi negado. Na avalia\u00e7\u00e3o do ju\u00edzo, o trabalhador havia utilizado os vesti\u00e1rios por mais de 20 anos e n\u00e3o apresentou provas concretas de que a situa\u00e7\u00e3o tivesse provocado constrangimento.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRT-2), em S\u00e3o Paulo. A Corte\u00a0reconheceu que a empresa descumpria normas relacionadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de higiene e conforto no ambiente de trabalho, mas considerou que a falta de divis\u00f3rias, por si s\u00f3, n\u00e3o seria suficiente para caracterizar uma viola\u00e7\u00e3o \u00e0 honra ou \u00e0 dignidade do empregado.<\/p>\n<p>Insatisfeito com a decis\u00e3o, o operador recorreu ao TST.\u00a0<span class=\"highlight\">Ao analisar o caso, o relator, ministro Amaury Rodrigues, destacou que a empresa tem o dever de garantir condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de preserva\u00e7\u00e3o da intimidade dos empregados.<\/span><\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do ministro, submeter trabalhadores a banhos coletivos sem qualquer tipo de separa\u00e7\u00e3o, mesmo na presen\u00e7a de pessoas do mesmo sexo, viola a intimidade e a dignidade humana.<\/p>\n<p>A Primeira Turma do TST decidiu, por unanimidade, condenar a montadora ao pagamento de R$ 10 mil de indeniza\u00e7\u00e3o ao trabalhador.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/distrito-federal\/na-mira\/empresa-tera-de-indenizar-funcionario-que-tomava-banho-na-frente-de-colegas\">Tribunal Bras\u00edlia <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou uma montadora de carros a pagar R$ 10 mil de indeniza\u00e7\u00e3o a um operador de produ\u00e7\u00e3o que precisava tomar banho em chuveiros sem portas ou divis\u00f3rias. 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