{"id":33013,"date":"2026-07-24T17:58:46","date_gmt":"2026-07-24T20:58:46","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/?p=33013"},"modified":"2026-07-24T17:58:46","modified_gmt":"2026-07-24T20:58:46","slug":"adeus-nelzinha-amigos-se-despedem-da-jornalista-nelza-cristina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/?p=33013","title":{"rendered":"Adeus, Nelzinha. Amigos se despedem da jornalista Nelza Cristina"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Das reda\u00e7\u00f5es, das conversas, dos aprendizados, das risadas, da leveza e da parceria de todas as horas. Amigos, familiares e o jornalismo se despedem de um grande nome: Nelza Cristina Mendes, 65 anos, editora que marcou e formou uma gera\u00e7\u00e3o de rep\u00f3rteres na capital federal.<\/p>\n<p>Nelzinha, como era chamada carinhosamente pelos amigos, morreu nesta quinta-feira (23\/7), ap\u00f3s complica\u00e7\u00f5es card\u00edacas.<strong> Carioca, ela chegou a Bras\u00edlia em 1980 e fez hist\u00f3ria como rep\u00f3rter, editora e chefe de reportagem do Jornal de Bras\u00edlia, onde trabalhou por cerca de 20 anos<\/strong>.<\/p>\n<p>Filha de Dona Clarice e casada com o rep\u00f3rter fotogr\u00e1fico Josemar Gon\u00e7alves, Nelza emanava paz de esp\u00edrito e leveza por onde passava. Ap\u00f3s a aposentadoria, ela e Josemar se mudaram para Jo\u00e3o Pessoa (PB), em 2016, e realizaram o sonho de viver em um apartamento na beira da praia.<\/p>\n<p>Apesar da dist\u00e2ncia do quadradinho, Nelza fazia quest\u00e3o de manter rela\u00e7\u00f5es com amigos de Bras\u00edlia. Ela at\u00e9 mandava mensagens, mas gostava mesmo de telefonar e conversar por horas. Dois dias antes de falecer, j\u00e1 internada no hospital, fez quest\u00e3o de mandar mensagens para v\u00e1rios amigos dizendo que estava bem e pedindo prote\u00e7\u00e3o divina a todos. A mensagem revela uma das caracter\u00edsticas marcantes de Nelza: mesmo com a sa\u00fade debilitada, ela continuava se importando com as pessoas \u00e0 sua volta.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029Vb5fRx32phHRJiFmFr3W\" class=\"flex justify-center items-center gap-3 px-3 py-2.5 bg-green-500 text-white! no-underline! font-bold rounded-full my-4\"><span class=\"inline-flex gap-3 items-center max-w-10\/12 text-sm leading-4.5 font-semibold font-sans tracking-tighter whitespace-pre-line md:whitespace-normal xs:max-w-9\/12 md:text-lg md:max-w-full\"><svg width=\"40\" height=\"40\" viewbox=\"0 0 24 24\" fill=\"currentColor\" aria-hidden=\"true\" class=\"shrink-0\"><path d=\"M17.472 14.382c-.297-.149-1.758-.867-2.03-.967-.273-.099-.471-.148-.67.15-.197.297-.767.966-.94 1.164-.173.199-.347.223-.644.075-.297-.15-1.255-.463-2.39-1.475-.883-.788-1.48-1.761-1.653-2.059-.173-.297-.018-.458.13-.606.134-.133.298-.347.446-.52.149-.174.198-.298.298-.497.099-.198.05-.371-.025-.52-.075-.149-.669-1.612-.916-2.207-.242-.579-.487-.5-.669-.51-.173-.008-.371-.01-.57-.01-.198 0-.52.074-.792.372-.272.297-1.04 1.016-1.04 2.479 0 1.462 1.065 2.875 1.213 3.074.149.198 2.096 3.2 5.077 4.487.709.306 1.262.489 1.694.625.712.227 1.36.195 1.871.118.571-.085 1.758-.719 2.006-1.413.248-.694.248-1.289.173-1.413-.074-.124-.272-.198-.57-.347m-5.421 7.403h-.004a9.87 9.87 0 01-5.031-1.378l-.361-.214-3.741.982.998-3.648-.235-.374a9.86 9.86 0 01-1.51-5.26c.001-5.45 4.436-9.884 9.888-9.884 2.64 0 5.122 1.03 6.988 2.898a9.825 9.825 0 012.893 6.994c-.003 5.45-4.437 9.884-9.885 9.884m8.413-18.297A11.815 11.815 0 0012.05 0C5.495 0 .16 5.335.157 11.892c0 2.096.547 4.142 1.588 5.945L.057 24l6.305-1.654a11.882 11.882 0 005.683 1.448h.005c6.554 0 11.890-5.335 11.893-11.893A11.821 11.821 0 0020.465 3.488\"\/><\/svg>Entre no canal de WhatsApp <!-- --><br \/>\n<!-- -->do<!-- --> <!-- -->Metr\u00f3poles DF<\/span><\/a><\/p>\n<p><strong>Da\u00ed de cima, receba esta homenagem das pessoas que te amam, Nelzinha.<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cMinha professora, mestra e, acima de tudo, uma grande amiga. Obrigado por todos os ensinamentos, conselhos e pux\u00f5es de orelha. Seu legado nunca ser\u00e1 esquecido. Descanse em paz, Nelzinha!\u201d<br \/><\/em><strong>Saulo Ara\u00fajo, editor de Cidades do Metr\u00f3poles.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cA Nelzinha \u00e9 daquelas pessoas que marcam toda uma gera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 por ser uma excelente jornalista e chefe, mas pelos momentos no cafezinho e fora da reda\u00e7\u00e3o. Eu tive a honra de receb\u00ea-la na minha casa, almo\u00e7ar v\u00e1rias vezes com ela, Josemar e a m\u00e3e, dona Clarice. Eu tive a sorte de aprender com ela que profissionalismo e compet\u00eancia podem andar junto com ternura e compreens\u00e3o. Agora, al\u00e9m dos ensinamentos, fica a saudade\u201d.<br \/><\/em><strong>Andressa Anholete, rep\u00f3rter fotogr\u00e1fica e servidora p\u00fablica.<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cTenho duas imagens guardadas na mem\u00f3ria da querida Nelza, dos tempos que trabalhamos juntos aqui no Jornal de Bras\u00edlia. Uma \u00e9 a dela com as grandes amigas Marcia Delgado e Suelene Gusm\u00e3o chegando no \u201cfum\u00f3drono\u201d do jornal para uma conversa r\u00e1pida antes de come\u00e7ar o trabalho no in\u00edcio da tarde. A outra \u00e9 a imagem dela ao telefone nas apura\u00e7\u00f5es das mat\u00e9rias do dia. Nelza era muito competente como rep\u00f3rter e depois como chefe de reportagem. Todos adoravam ela. Uma perda grande\u201d.<\/em><br \/><strong>Ricardo Nobre, editor-chefe do Jornal de Bras\u00edlia.<\/strong><\/p>\n<p>\u201c<em>A primeira impress\u00e3o era de uma pessoa ranzinza. Mas bastavam poucos minutos para se descobrir n\u00e3o s\u00f3 um humor caustico, mas um cora\u00e7\u00e3o que eclipsava a pretensa rabugice. Em anos de conviv\u00eancia, aprendi com Nelza a ter paci\u00eancia, a rir de infort\u00fanios, a conviver com o diferente. Sua trajet\u00f3ria impactou quem estava come\u00e7ando, quem julgava estar sabendo e quem sabia e ensinava em nossa profiss\u00e3o. Por isso e muito mais: uma saudade imensa<\/em>\u201c.<br \/><strong>Paulo Gusm\u00e3o, jornalista.<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cNelza era uma excelente profissional, com uma apura\u00e7\u00e3o rigorosa e minuciosa. Jornalista muito comprometida com seu trabalho e uma amiga de primeira hora\u201d.<br \/><\/em><strong>Maria Eug\u00eania, editora do Metr\u00f3poles.<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cFomos amigas insepar\u00e1veis no JBr, junto com Suelene. Seguimos rumos profissionais diferentes e, depois de aposentada, Nelzinha foi morar a poucos passos da praia em Jo\u00e3o Pessoa. Nunca, por\u00e9m, perdemos a conex\u00e3o. A admira\u00e7\u00e3o, o respeito e o carinho sempre nos acompanharam. Agora, fica a saudade desta minha amiga querida, que era um ser de luz. Uma profissional de primeira qualidade e um ser humano incr\u00edvel, que Deus me deu o privil\u00e9gio de conviver. Obrigada por tudo, Nelzinha!\u201d<\/em><br \/><strong>M\u00e1rcia Delgado, editora-chefe do Metr\u00f3poles.<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cNelzinha era simples, pr\u00e1tica, resolutiva, mas de um cora\u00e7\u00e3o que realmente n\u00e3o cabia no peito. Quando parava pra ouvir, ouvia com aten\u00e7\u00e3o. Quando olhava no olho da gente, era sempre com a mensagem subliminar que tudo ia passar. Como jornalista, impec\u00e1vel, direta, mas sempre buscava o lado humano da not\u00edcia. Formou muitos dos que a\u00ed est\u00e3o. Deixar\u00e1 um buraco, mas que ser\u00e1 preenchido pelas boas lembran\u00e7as\u201d.<\/em><br \/><strong>K\u00e1tia Sleide, editora-chefe do Bras\u00edlia Agora<\/strong><em><strong>.\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u201cS\u00e9ria sem precisar ser chata, precisa no faro, na medida certa para apagar inc\u00eandios e manter a harmonia do ambiente \u2013 <em>assim era Nelza Cristina, com quem dividi rotinas memor\u00e1veis da reda\u00e7\u00e3o do Jornal de Bras\u00edlia na segunda metade dos anos 90 do s\u00e9culo passado. A primeira caracter\u00edstica que me vem \u00e0 lembran\u00e7a quando penso nela \u00e9 a assertividade: desde os tempos de rep\u00f3rter, sabia muito bem o que explorar, como chegar ao ponto, a melhor forma de traduzir o fato ao leitor e, cereja do bolo: o talento para a boa escuta. <\/em><em>Hoje, quando ela partiu, deixou uma saudade e uma presen\u00e7a viva, lembran\u00e7as acesas do jornalismo honesto, do cora\u00e7\u00e3o generoso e da delicada objetividade com que se pautava no dia a dia. No meu cora\u00e7\u00e3o vagabundo, essa saudade est\u00e1 agasalhada com a sensa\u00e7\u00e3o de que Nelza j\u00e1 se encontra muito bem-amparada no Lado Maior. E que o melhor ficou em seu rastro, este sempre vivo. Siga em paz, amiga. Conviver com voc\u00ea foi um presente\u201d.<br \/><\/em><strong>Chico Neto.<\/strong><\/p>\n<p><em>\u201cNelza era profissional exemplar, que ajudou a formar gera\u00e7\u00f5es de jornalistas com base no exemplo di\u00e1rio de comprometimento e amor \u00e0 profiss\u00e3o. Mas o maior legado \u00e9 o da amizade e car\u00e1ter. Deixa saudades a todos que tiveram o privil\u00e9gio de desfutar da sua companhia\u201d.<\/em><br \/><strong>Otto Valle, diretor de reda\u00e7\u00e3o do Metr\u00f3poles.<\/strong><\/p>\n<p>\u201c<em>Quando cheguei \u00e0 chefia de reportagem do Jornal de Bras\u00edlia, em 2001, a Nelza era uma das rep\u00f3rteres mais vers\u00e1teis da equipe, ao lado da M\u00e1rcia Delgado, uma das melhores amigas dela. Para as duas, n\u00e3o havia pauta perdida. Depois, quando passei para o cargo de editor chefe, me apoiei nas duas, agora como editoras, para comandar Cidades, com o apoio da igualmente competente Maria Eug\u00eania, editora executiva. Essas tr\u00eas grandes jornalistas formaram uma gera\u00e7\u00e3o de excelentes rep\u00f3rteres, com \u00e9tica, disciplina, compromisso com o leitor. A Nelza j\u00e1 fazia falta ao jornalismo e, agora, far\u00e1 ao mundo\u201d.<\/em><br \/><strong>Jorge Eduardo, diretor de reda\u00e7\u00e3o do GPS Bras\u00edlia.<\/strong><\/p>\n<p>\u201c<em>Foram 25 anos de amizade, muita mesa de bar, risos e longas e memor\u00e1veis hist\u00f3rias. Nelzinha se vai, mas deixa um legado lindo!<\/em>\u201d<br \/><strong>Bruno Spada, rep\u00f3rter fotogr\u00e1fico<\/strong><\/p>\n<p>\u201c<em>Hoje o jornalismo de Bras\u00edlia perde uma de suas luzes mais brilhantes. Nelza foi mestra, orientadora e a m\u00e3o firme que me guiou nos meus primeiros passos no jornalismo, ensinando-me o verdadeiro valor do compromisso com a not\u00edcia. Sua partida deixa uma saudade imensa, mas seu legado de \u00e9tica, generosidade e paix\u00e3o pela profiss\u00e3o continuar\u00e1 vivo<\/em>\u201c.<br \/><strong>Carlos Carone, colunista do Metr\u00f3poles<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/distrito-federal\/adeus-nelzinha-amigos-se-despedem-da-jornalista-nelza-cristina\">Tribunal Bras\u00edlia <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Das reda\u00e7\u00f5es, das conversas, dos aprendizados, das risadas, da leveza e da parceria de todas as horas. Amigos, familiares e o jornalismo se despedem de um grande nome: Nelza Cristina Mendes, 65 anos, editora que marcou e formou uma gera\u00e7\u00e3o de rep\u00f3rteres na capital federal. 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