{"id":30018,"date":"2026-05-26T05:04:29","date_gmt":"2026-05-26T08:04:29","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/?p=30018"},"modified":"2026-05-26T05:04:29","modified_gmt":"2026-05-26T08:04:29","slug":"justica-do-para-reconhece-erro-e-manda-soltar-inocente-preso-na-papuda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/?p=30018","title":{"rendered":"Justi\u00e7a do Par\u00e1 reconhece erro e manda soltar inocente preso na Papuda"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>O<strong> Tribunal de Justi\u00e7a do Par\u00e1<\/strong> (<a href=\"https:\/\/www.tjpa.jus.br\/PortalExterno\/\" rel=\"noopener\">TJPA<\/a>) reconheceu o erro e determinou a soltura imediata de <strong>Ivan Pereira de Souza<\/strong> (<em>foto em destaque<\/em>), 45 anos, preso h\u00e1 76 dias por engano no Complexo Penitenci\u00e1rio da Papuda, no Distrito Federal (DF).<\/p>\n<p>Conforme revelado pelo <strong>Metr\u00f3poles<\/strong>, Ivan teve os dados pessoais usados pelo pr\u00f3prio cunhado, que cometeu crimes no Par\u00e1 e, por causa da fraude, acabou condenado injustamente a 17 anos de pris\u00e3o. <span class=\"highlight\">O vendedor cumpria indevidamente uma pena atribu\u00edda a outro homem que, inclusive, j\u00e1 morreu.<\/span><\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi assinada nessa segunda-feira (25\/5) pelo juiz Deomar Alexandre de Pinho Barroso, da Vara de Execu\u00e7\u00e3o de Penas Privativas de Liberdade em Meio Fechado e Semiaberto da Regi\u00e3o Metropolitana de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>Segundo o magistrado, h\u00e1 elementos que indicam que <span class=\"highlight\">Ivan, preso no DF em cumprimento a um mandado expedido pela Justi\u00e7a paraense, \u201c\u00e9 pessoa diversa da executada\u201d no processo de execu\u00e7\u00e3o penal.<\/span><\/p>\n<p>Os processos de execu\u00e7\u00e3o penal originalmente eram vinculados a Kleber Luciano Rodrigues da Silva, mas, posteriormente, o condenado passou a ser identificado tamb\u00e9m como Ivan Pereira de Souza. Ap\u00f3s a fuga do detento, um mandado de recaptura foi expedido em nome de Ivan e acabou sendo cumprido no Distrito Federal, em 7 de mar\u00e7o deste ano.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com a decis\u00e3o, v\u00eddeos e imagens anexados aos autos mostram que o homem julgado e condenado no Par\u00e1 tem caracter\u00edsticas f\u00edsicas diferentes das de Ivan, <strong>incluindo diferen\u00e7as \u201cde fisionomia e cor de pele\u201d<\/strong>. O juiz tamb\u00e9m reconheceu a exist\u00eancia de um erro material em dilig\u00eancias anteriores do processo.<\/p>\n<p>Na decis\u00e3o, o magistrado suspendeu a execu\u00e7\u00e3o da pena contra Ivan e determinou a expedi\u00e7\u00e3o imediata do alvar\u00e1 de soltura.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cVisando n\u00e3o provocar maiores preju\u00edzos ao nacional Ivan Pereira de Souza\u201d, escreveu o magistrado ao justificar a medida.<\/p><\/blockquote>\n<p>O TJPA tamb\u00e9m determinou o envio urgente de carta precat\u00f3ria ao Distrito Federal para o cumprimento da soltura.<\/p>\n<h2>Pris\u00e3o por engano<\/h2>\n<p>Ivan foi detido em 7 de mar\u00e7o deste ano, enquanto embarcava em um \u00f4nibus para Campinas (SP), na Rodovi\u00e1ria de Bras\u00edlia. Na ocasi\u00e3o, ele estava acompanhando da esposa, quando foi abordado por uma equipe da Pol\u00edcia Militar do Distrito Federal (PMDF).<\/p>\n<p>Os policiais cumpriram um mandado de pris\u00e3o expedido pelo Tribunal de Justi\u00e7a do Par\u00e1 (TJPA) contra Ivan, referente a uma<strong> condena\u00e7\u00e3o definitiva pelos crimes de furto, recepta\u00e7\u00e3o e roubo<\/strong>. A senten\u00e7a fixou pena de 17 anos, tr\u00eas meses e 29 dias de pris\u00e3o.<\/p>\n<p><span class=\"highlight\">Embora o mandado de pris\u00e3o tenha sido expedido com todos os dados pessoais do vendedor \u2014 como nome completo, CPF, data de nascimento e filia\u00e7\u00e3o \u2014, a defesa sustenta que o verdadeiro foragido era\u00a0Kleber Luciano Rodrigues da Silva, cunhado de Ivan.<\/span> A pr\u00f3pria fotografia anexada ao mandado, indica que o homem procurado n\u00e3o era o vendedor preso no DF, mas sim Kleber.<\/p>\n<h2>Verdadeiro procurado<\/h2>\n<p>O companheiro da irm\u00e3 de Ivan, teria utilizado os dados pessoais do cunhado durante anos sem que o vendedor soubesse.<\/p>\n<p><span class=\"highlight highlight-visible\">\u00a0Kleber foi preso, processado e condenado usando o nome de Ivan Pereira de Souza, tendo inclusive progredido do regime semiaberto ao aberto durante a execu\u00e7\u00e3o da pena<\/span>.<\/p>\n<p>Todavia, Kleber morreu durante a pr\u00e1tica de crimes, em 2022, mas foi sepultado com a identidade verdadeira, o que demonstraria que a Justi\u00e7a j\u00e1 tinha conhecimento da diverg\u00eancia cadastral.<\/p>\n<p>Apesar disso, o processo de execu\u00e7\u00e3o continuou ativo em nome de Ivan, tratado como foragido por suposto descumprimento de condi\u00e7\u00f5es do regime aberto.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/distrito-federal\/justica-do-para-reconhece-erro-e-manda-soltar-inocente-preso-na-papuda\">Tribunal Bras\u00edlia <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal de Justi\u00e7a do Par\u00e1 (TJPA) reconheceu o erro e determinou a soltura imediata de Ivan Pereira de Souza (foto em destaque), 45 anos, preso h\u00e1 76 dias por engano no Complexo Penitenci\u00e1rio da Papuda, no Distrito Federal (DF). 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