{"id":29600,"date":"2026-05-14T14:52:17","date_gmt":"2026-05-14T17:52:17","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/?p=29600"},"modified":"2026-05-14T14:52:17","modified_gmt":"2026-05-14T17:52:17","slug":"policial-penal-perdeu-r-200-mil-em-golpe-de-advogado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/?p=29600","title":{"rendered":"Policial penal perdeu R$ 200 mil em golpe de advogado"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Nem o pr\u00f3prio primo do golpista teria escapado do suposto esquema de \u201caporte jur\u00eddico\u201d investigado pela <a href=\"https:\/\/www.pcdf.df.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pol\u00edcia Civil do Distrito Federal (PCDF)<\/a>. O familiar, que \u00e9 <span class=\"highlight\">policial penal da Penitenci\u00e1ria da Colmeia, afirma ter perdido cerca de R$ 200 mil ap\u00f3s confiar no primo de 1\u00ba grau, o advogado Guilherme Aguiar Alves. <\/span>Ele \u00e9 suspeito de usar a proximidade com amigos, colegas e parentes para atrair v\u00edtimas com a promessa de lucros altos em poucos meses.<\/p>\n<p><strong>O policial penal est\u00e1 entre as dezenas de pessoas que procuraram a pol\u00edcia para denunciar o advogado<\/strong>. O <strong>Metr\u00f3poles<\/strong> teve acesso a boletins de ocorr\u00eancia registrados nas 14\u00aa e 20\u00aa Delegacias de Pol\u00edcia, ambas no Gama (DF), al\u00e9m de a\u00e7\u00f5es que tramitam na esfera c\u00edvel. <span class=\"highlight\">Ao menos 30 v\u00edtimas relatam preju\u00edzos que podem ultrapassar R$ 3 milh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p>A reportagem tentou contato com Guilherme Aguiar Alves, que informou n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es de responder aos questionamentos por motivos de sa\u00fade.<\/p>\n<p>O espa\u00e7o segue aberto para manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Como funcionava o suposto esquema<\/h2>\n<ul>\n<li>O advogado dizia precisar de dinheiro para fechar contratos jur\u00eddicos milion\u00e1rios ligados a escrit\u00f3rios de advocacia em S\u00e3o Paulo<\/li>\n<li>Tamb\u00e9m alegava necessidade de recursos para compra de sistemas processuais e execu\u00e7\u00e3o de demandas judiciais<\/li>\n<li>Em troca dos valores recebidos, prometia lucros altos em poucos meses. Em alguns casos, mais que o dobro do dinheiro investido<\/li>\n<li>Para convencer as v\u00edtimas, apresentava contratos, confiss\u00f5es de d\u00edvida e promessas formais de pagamento<\/li>\n<li>Algumas v\u00edtimas chegaram a receber pagamentos iniciais, o que aumentava a credibilidade do neg\u00f3cio e incentivava novos aportes<\/li>\n<li>Quando os repasses atrasavam, o investigado apresentava diferentes justificativas, como problemas de sa\u00fade, acidentes, crises familiares e dificuldades financeiras<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Enterro falso<\/h2>\n<p>Em um dos casos, em outubro de 2025, um advogado de 34 anos transferiu R$ 50 mil ap\u00f3s ser convencido a participar de um suposto investimento ligado a um escrit\u00f3rio em S\u00e3o Paulo. O investigado dizia que mantinha uma parceria de longa data com a banca e<strong> prometia transformar o valor em R$ 220 mil<\/strong>.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a transfer\u00eancia, <span class=\"highlight\">o suspeito viajou com a v\u00edtima para S\u00e3o Paulo, sustentando a promessa de uma reuni\u00e3o com os s\u00f3cios do escrit\u00f3rio. No entanto, o encontro nunca aconteceu. <\/span><\/p>\n<p>No local, ele afirmou que<strong> o escrit\u00f3rio estava vazio porque um dos s\u00f3cios havia morrido e todos estariam em um enterro<\/strong>. A v\u00edtima retornou a Bras\u00edlia sem qualquer contato com a empresa.<\/p>\n<p>Depois disso, come\u00e7aram os atrasos. O investigado passou a dizer que os pagamentos seriam feitos junto com a entrega de um iPhone, que seria usado na opera\u00e7\u00e3o do suposto escrit\u00f3rio. Em seguida, alegou erro na compra do aparelho e prometeu que um contador iria fazer as transfer\u00eancias. A v\u00edtima recebeu pouco mais de R$ 14 mil e teve um preju\u00edzo estimado em R$ 35,2 mil.<\/p>\n<h2>Carro como penhora<\/h2>\n<p>Em outra frente da investiga\u00e7\u00e3o, <strong>uma moradora do Distrito Federal, de 36 anos, relatou ter investido R$ 80 mil em um suposto neg\u00f3cio ligado \u00e0 compra de um \u201csistema de processos judiciais\u201d<\/strong>. <span class=\"highlight\">O investigado prometia retorno de 100%, chegando a cerca de R$ 160 mil.<\/span><\/p>\n<p>Ao longo dos meses, ela recebeu seis repasses que somaram aproximadamente R$ 106 mil, o que refor\u00e7ou a confian\u00e7a no neg\u00f3cio. Em novembro de 2025, por\u00e9m, os pagamentos foram interrompidos. Ele alegou falta de recursos e prometeu regularizar a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span class=\"highlight\">Para assegurar a d\u00edvida, entregou um Renault Captur \u00e0 v\u00edtima<\/span>. Depois, ela descobriu que o ve\u00edculo tinha procura\u00e7\u00e3o de venda para outra pessoa e rastreador instalado. O caso ainda se ampliou quando o marido dela tamb\u00e9m entrou na negocia\u00e7\u00e3o, transferindo R$ 30 mil com a promessa de retorno de R$ 60 mil em dois meses \u2014 valor que n\u00e3o foi integralmente pago.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/distrito-federal\/na-mira\/policial-penal-perdeu-r-200-mil-em-golpe-aplicado-pelo-primo\">Tribunal Bras\u00edlia <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nem o pr\u00f3prio primo do golpista teria escapado do suposto esquema de \u201caporte jur\u00eddico\u201d investigado pela Pol\u00edcia Civil do Distrito Federal (PCDF). O familiar, que \u00e9 policial penal da Penitenci\u00e1ria da Colmeia, afirma ter perdido cerca de R$ 200 mil ap\u00f3s confiar no primo de 1\u00ba grau, o advogado Guilherme Aguiar Alves. 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