{"id":29568,"date":"2026-05-14T07:10:39","date_gmt":"2026-05-14T10:10:39","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/?p=29568"},"modified":"2026-05-14T07:10:39","modified_gmt":"2026-05-14T10:10:39","slug":"tjdft-manda-deputado-se-retratar-mas-derruba-indenizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/?p=29568","title":{"rendered":"TJDFT manda deputado se retratar, mas derruba indeniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios (<a href=\"https:\/\/www.tjdft.jus.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">TJDFT<\/a>) manteve decis\u00e3o que obriga o deputado distrital Pastor Daniel de Castro (PP) de retirar das redes sociais o v\u00eddeo que acusa escola de ensinar \u201cmagia e religi\u00e3o afro\u201d e professora de praticar \u201crituais\u201d pol\u00eamica. O parlamentar tamb\u00e9m dever\u00e1 publicar retrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os desembargadores da 7\u00aa Turma C\u00edvel, por\u00e9m, atenderam parcialmente o pedido do deputado e derrubaram a condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais coletivos de R$ 30 mil.<\/p>\n<p><span class=\"highlight\">O julgamento do recurso do Pastor Daniel de Castro ocorreu nesta quarta-feira (13\/5).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Veja imagens da aula pol\u00eamica:<\/strong><\/p>\n<div class=\"splide-container\">\n<div class=\"pre-slider\">\n<div class=\"splide__first\">\n<div class=\"splide__slide\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"splide main-slider hide\">\n<p><button><span>Fechar modal.<\/span><\/button><\/p>\n<div class=\"splide__metropoles-logo\"><\/div>\n<div class=\"splide__track\">\n<div class=\"splide__list\">\n<div class=\"splide__slide\">\n<div class=\"splide__image\"><\/div>\n<div class=\"splide__content\"><span class=\"splide__current-slide\">1 de 4<\/span><\/p>\n<p class=\"splide__caption\">Folhas no ch\u00e3o simulam cerim\u00f4nia de candombl\u00e9 em escola do DF<\/p>\n<p><span class=\"splide__credits\">Reprodu\u00e7\u00e3o<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"splide__slide\">\n<div class=\"splide__image\"><\/div>\n<div class=\"splide__content\"><span class=\"splide__current-slide\">2 de 4<\/span><\/p>\n<p class=\"splide__caption\">M\u00fasicas no quadro da sala de aula durante a disciplina  Hist\u00f3ria e Cultura Afro-Brasileira e Ind\u00edgena <\/p>\n<p><span class=\"splide__credits\">Reprodu\u00e7\u00e3o<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"splide__slide\">\n<div class=\"splide__image\"><\/div>\n<div class=\"splide__content\"><span class=\"splide__current-slide\">3 de 4<\/span><\/p>\n<p class=\"splide__caption\">Aula Hist\u00f3ria e Cultura Afro-Brasileira e Ind\u00edgena ocorreu no Centro Educacional do Lago Sul<\/p>\n<p><span class=\"splide__credits\">Reprodu\u00e7\u00e3o<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"splide__slide\">\n<div class=\"splide__image\"><\/div>\n<div class=\"splide__content\"><span class=\"splide__current-slide\">4 de 4<\/span><\/p>\n<p class=\"splide__caption\">Aula Hist\u00f3ria e Cultura Afro-Brasileira e Ind\u00edgena<\/p>\n<p><span class=\"splide__credits\">Reprodu\u00e7\u00e3o<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Os magistrados entenderam que, embora a fala possa ser considerada inadequada, n\u00e3o atingiu de forma direta e intensa toda a coletividade ou um grupo social de maneira generalizada, afastando a condena\u00e7\u00e3o por danos morais coletivos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o julgamento, o deputado distrital disse que recorrer\u00e1 contra a condena\u00e7\u00e3o para retirar o v\u00eddeo e publicar retrata\u00e7\u00e3o. \u201cEmbora eu respeite o entendimento do Tribunal, continuarei discutindo esse ponto pelas vias recursais cab\u00edveis, por entender que tamb\u00e9m essa obriga\u00e7\u00e3o deve ser examinada sob a perspectiva da liberdade de express\u00e3o, da imunidade parlamentar e do livre exerc\u00edcio do mandato\u201d, declarou.<\/p>\n<p><span class=\"highlight\">\u201cReafirmo que jamais tive a inten\u00e7\u00e3o de discriminar qualquer institui\u00e7\u00e3o de ensino, profissional da educa\u00e7\u00e3o ou pessoa. <strong>Minha atua\u00e7\u00e3o sempre esteve pautada pela defesa da fam\u00edlia, da liberdade religiosa, da liberdade de consci\u00eancia e dos princ\u00edpios que represento publicamente<\/strong>\u201d, afirmou o parlamentar.<\/span><\/p>\n<h2>Entenda<\/h2>\n<p>O caso repercutiu em 4 de novembro de 2024, ap\u00f3s v\u00eddeos da aula de \u201cHist\u00f3ria e Cultura Afro-Brasileira e Ind\u00edgena\u201d, do Centro Educacional do Lago Sul, rodarem as redes sociais.<\/p>\n<p>As imagens mostram a sala de aula com folhas no ch\u00e3o, que simulam o cen\u00e1rio das cerim\u00f4nias de candombl\u00e9. No quadro, estavam escritas algumas m\u00fasicas ligadas \u00e0s religi\u00f5es de matrizes africanas.<\/p>\n<p><span class=\"highlight\">Na \u00e9poca, o deputado Pastor Daniel de Castro, em um v\u00eddeo no Instagram, afirmou que a professora fez <strong>\u201crituais de magia em sala de aula\u201d<\/strong>. Ele chegou a dizer que a denunciaria ao Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/span><\/p>\n<p>A Diretoria do Centro Educacional do Lago (CEL) divulgou uma nota de rep\u00fadio contra as declara\u00e7\u00f5es do deputado e afirmou que o Pastor Daniel de Castro acusou injustamente a professora da disciplina optativa de Hist\u00f3ria e Cultura Afro-Brasileira e Ind\u00edgena.<\/p>\n<p><span class=\"highlight\">Os gestores do CEL acrescentaram que o conte\u00fado ministrado pela professora est\u00e1 \u201cem total conformidade com as diretrizes educacionais estabelecidas pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) e pela Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Distrito Federal (SEEDF)\u201d. Al\u00e9m disso, enfatizaram que o conte\u00fado do curr\u00edculo \u201csegue rigorosamente\u201d as leis n\u00ba 10.639\/2003 e n\u00ba 11.645\/2008, \u201cque determinam a obrigatoriedade do ensino da hist\u00f3ria e da cultura afro-brasileira e ind\u00edgena nas escolas\u201d.<\/span><\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Distrito Federal e Territ\u00f3rios (MPDFT) acusou o parlamentar de gerar preconceito, discrimina\u00e7\u00e3o religiosa e desinforma\u00e7\u00e3o com a divulga\u00e7\u00e3o do conte\u00fado. A a\u00e7\u00e3o de autoria do MPDFT culminou na condena\u00e7\u00e3o do deputado distrital ao pagamento de danos morais coletivos e retrata\u00e7\u00e3o. <strong>O parlamentar recorreu e teve pedido parcialmente atendido, nesta quarta-feira.<\/strong><\/p>\n<p>Em outro processo, movido pela professora respons\u00e1vel pela aula, o parlamentar tamb\u00e9m foi condenado a pag\u00e1-la indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 30 mil. O deputado recorre contra essa senten\u00e7a.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/colunas\/grande-angular\/magia-afro-em-aula-tjdft-manda-deputado-se-retratar-mas-derruba-indenizacao\">Tribunal Bras\u00edlia <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios (TJDFT) manteve decis\u00e3o que obriga o deputado distrital Pastor Daniel de Castro (PP) de retirar das redes sociais o v\u00eddeo que acusa escola de ensinar \u201cmagia e religi\u00e3o afro\u201d e professora de praticar \u201crituais\u201d pol\u00eamica. O parlamentar tamb\u00e9m dever\u00e1 publicar retrata\u00e7\u00e3o. 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