{"id":29277,"date":"2026-05-04T07:39:33","date_gmt":"2026-05-04T10:39:33","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/?p=29277"},"modified":"2026-05-04T07:39:33","modified_gmt":"2026-05-04T10:39:33","slug":"projeto-no-p-norte-promove-integracao-e-saude-ao-som-do-forro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/?p=29277","title":{"rendered":"Projeto no P. Norte promove integra\u00e7\u00e3o e sa\u00fade ao som do forr\u00f3"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Projeto no Centro de Ensino Fundamental 25, no P. Norte, re\u00fane idosos h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, promovendo bem-estar f\u00edsico, socializa\u00e7\u00e3o e qualidade de vida por meio da dan\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p><small>Ant\u00f4nia Rodrigues frequenta o projeto de dan\u00e7a desde o in\u00edcio, h\u00e1 13 anos, &#8220;quando s\u00f3 iam umas seis pessoas&#8221; &#8211; (cr\u00e9dito: CB\/D.A Press)<\/small><\/p>\n\n\n\n<p>O som do tri\u00e2ngulo, da sanfona e da zabumba come\u00e7a t\u00edmido, mas logo toma conta do espa\u00e7o. Aos poucos, os pares se formam, os passos se alinham e o sal\u00e3o improvisado no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 25, no P. Norte, ganha vida. Ali, todos os domingos, acontece um baile com encontro de hist\u00f3rias, afetos e resist\u00eancia. \u00c9 o Forr\u00f3 da Terceira Idade de Bras\u00edlia, projeto gratuito coordenado por Francisca Corte, 53 anos, e Euclides Assun\u00e7\u00e3o, 74, que h\u00e1 mais de 13 anos transforma a rotina de dezenas de idosos do Distrito Federal e do Entorno.<a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaB1U9a002T64ex1Sy2w\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O projeto n\u00e3o nasceu grande. Pelo contr\u00e1rio, come\u00e7ou pequeno, quase silencioso, com poucos participantes e encontros espor\u00e1dicos. &#8220;A gente n\u00e3o fazia com frequ\u00eancia. Era um pouquinho aqui, outro ali. Depois, a gente parou para analisar toda a regi\u00e3o, entender como funcionava, tanto em Bras\u00edlia quanto no Entorno&#8221;, relembra Francisco. Esse per\u00edodo de observa\u00e7\u00e3o foi essencial para moldar a proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Euclides, a principal preocupa\u00e7\u00e3o sempre foi compreender as especificidades do p\u00fablico atendido. &#8220;O idoso tem um preparo diferente do jovem. A gente percebeu isso e come\u00e7ou a pensar em algo que realmente contribu\u00edsse para a qualidade de vida, tanto f\u00edsica quanto mental&#8221;, explica. Foi nesse processo que o forr\u00f3 surgiu como resposta. &#8220;Chegamos \u00e0 conclus\u00e3o de que o forr\u00f3 seria o caminho certo.&#8221;Play Video<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, o que antes era incerto virou rotina. Todos os domingos o CEF 25 abre espa\u00e7o para o projeto. A regularidade \u00e9 um dos pilares do sucesso. Al\u00e9m disso, o grupo tamb\u00e9m participa de eventos em outras regi\u00f5es e promove atividades extras quando h\u00e1 apoio por meio de emendas, que garantem estrutura e gratuidade total.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando n\u00e3o h\u00e1 esse tipo de recurso, os organizadores encontram outras alternativas para manter o projeto vivo. Uma delas \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de bingos com contribui\u00e7\u00e3o de R$ 15. &#8220;\u00c9 uma forma de ajudar a pagar cantor, lanche, essas coisas. \u00c0s vezes, o pr\u00eamio j\u00e1 vale para o pr\u00f3ximo domingo. A gente vai se virando&#8221;, conta Euclides, evidenciando os desafios de manter uma iniciativa comunit\u00e1ria ativa por tantos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o acontece principalmente de forma org\u00e2nica, por meio de redes sociais e grupos de WhatsApp. Francisca, segundo ele, \u00e9 quem lidera essa frente. &#8220;A gente usa Instagram, Facebook, grupos\u2026 \u00e9 assim que as pessoas ficam sabendo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Um espa\u00e7o de pertencimento<\/h3>\n\n\n\n<p>Mas o que realmente sustenta o projeto n\u00e3o \u00e9 apenas a organiza\u00e7\u00e3o, s\u00e3o as pessoas. Frequentadores antigos e novos compartilham hist\u00f3rias que revelam o impacto do forr\u00f3 em suas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso de Ant\u00f4nia Rodrigo Gomes Feitosa, que acompanha o projeto desde os primeiros passos. Prestes a completar 67 anos, ela se emociona ao lembrar do in\u00edcio. &#8220;Come\u00e7amos com cinco, seis pessoas. Teve um momento em que ela (Francisca) queria desistir, mas a gente falou: N\u00e3o desiste. E n\u00e3o desistimos&#8221;, destaca. Hoje, ao olhar o sal\u00e3o cheio, ela v\u00ea o resultado da persist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Ant\u00f4nia, o forr\u00f3 vai al\u00e9m da dan\u00e7a. &#8220;\u00c9 uma terapia. Faz bem para o corpo, para a mente e para a alma. Voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 fazendo mal a ningu\u00e9m, est\u00e1 cuidando de voc\u00ea.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para alguns, o projeto \u00e9 uma descoberta recente. Maria de Lourdes da Silva Melo, 68 anos, participou pela primeira vez ap\u00f3s convite de um instituto de S\u00e3o Sebasti\u00e3o. Ela veio em excurs\u00e3o, com outros participantes. &#8220;\u00c9 muito importante. Ajuda na sa\u00fade, \u00e9 uma atividade f\u00edsica e faz bem para a mente&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo sendo novata no espa\u00e7o, Maria j\u00e1 tem uma rotina de encontros similares em outras regi\u00f5es. &#8220;A gente vai&nbsp;a encontros de 15 em 15 dias, em lugares diversos&#8221;, conta, mostrando como o forr\u00f3 conecta diferentes comunidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Carlos Pinheiro, 66, tamb\u00e9m conhece bem esse circuito. Aposentado, ele frequenta eventos em v\u00e1rias regi\u00f5es, como o Parano\u00e1, e participa quando pode. &#8220;\u00c9 muito legal. Acho bacana porque tira as pessoas de casa. Os idosos t\u00eam essa op\u00e7\u00e3o de participar, de conviver&#8221;, diz. Solteiro, ele costuma ir com grupos organizados e refor\u00e7a: &#8220;Sempre gostei de dan\u00e7ar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Concei\u00e7\u00e3o Figueiredo carrega uma mem\u00f3ria especial. Ela esteve no primeiro baile do projeto. &#8220;Eu vim quando s\u00f3 havia oito pessoas. E hoje olha como est\u00e1&#8221;, comenta, orgulhosa. Presen\u00e7a garantida todos os domingos, ela n\u00e3o abre m\u00e3o do compromisso. &#8220;Ficar em casa s\u00f3 assistindo televis\u00e3o n\u00e3o rende. Aqui me d\u00e1 vigor, energia. \u00c9 onde eu me exercito, encontro amigos, jogo domin\u00f3&#8221;, celebra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 80 anos, Balbina Batista tamb\u00e9m encontrou no forr\u00f3 um motivo para sair de casa e se manter ativa. Frequentadora h\u00e1 pouco mais de um ano, ela conheceu o projeto por meio de amigas. &#8220;\u00c9 \u00f3timo. Na terceira idade isso \u00e9 muito importante&#8221;, resume. Assim como muitos ali, ela traz a dan\u00e7a na bagagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre passos ensaiados e improvisos, o sal\u00e3o do CEF 25 revela algo maior, a constru\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o de pertencimento. Em uma fase da vida em que o isolamento pode ser um risco, iniciativas como essa funcionam como ponte entre pessoas, hist\u00f3rias e possibilidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que entretenimento, o Forr\u00f3 da Terceira Idade de Bras\u00edlia \u00e9, tamb\u00e9m, uma pol\u00edtica informal de cuidado. Promove sa\u00fade f\u00edsica, ao incentivar o movimento; sa\u00fade mental, ao estimular a socializa\u00e7\u00e3o; e sa\u00fade emocional, ao criar v\u00ednculos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto no Centro de Ensino Fundamental 25, no P. Norte, re\u00fane idosos h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, promovendo bem-estar f\u00edsico, socializa\u00e7\u00e3o e qualidade de vida por meio da dan\u00e7a Ant\u00f4nia Rodrigues frequenta o projeto de dan\u00e7a desde o in\u00edcio, h\u00e1 13 anos, &#8220;quando s\u00f3 iam umas seis pessoas&#8221; &#8211; (cr\u00e9dito: CB\/D.A Press) O som do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":29278,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-29277","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29277","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=29277"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29277\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29279,"href":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29277\/revisions\/29279"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/29278"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=29277"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=29277"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=29277"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}