{"id":29218,"date":"2026-04-28T09:23:37","date_gmt":"2026-04-28T12:23:37","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunalbrasilia.com.br\/?p=29218"},"modified":"2026-04-28T09:23:37","modified_gmt":"2026-04-28T12:23:37","slug":"unb-inaugura-exposicao-fotografica-sobre-a-biodiversidade-do-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/?p=29218","title":{"rendered":"UnB inaugura exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica sobre a biodiversidade do Cerrado"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fot\u00f3grafos capturam a alma dos parques ecol\u00f3gicos do DF, despertam para a necessidade de preserva\u00e7\u00e3o e levam a exuber\u00e2ncia do Cerrado ao c\u00e2mpus da UnB em Planaltina<\/h2>\n\n\n\n<p><small>Denize Passos construiu um ensaio baseado na ideia de colheita ? de plantas e de aprendizados &#8211; (cr\u00e9dito: Denize Passos )<\/small><\/p>\n\n\n\n<p>Quem conhece o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cidades-df\/2026\/04\/7398951-para-reitora-unb-segue-como-formadora-de-pioneiros.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">c\u00e2mpus da Universidade de Bras\u00edlia em Planaltina (FUP)<\/a>&nbsp;sabe que os pr\u00e9dios s\u00e3o rodeados por vegeta\u00e7\u00e3o, cuja fauna e flora s\u00e3o carinhosamente preservadas por estudantes e pela comunidade acad\u00eamica. Dessa vez, o Cerrado foi para dentro de um dos edif\u00edcios: o Ana Maria Primavesi, o mais antigo da FUP, que abriga a exposi\u00e7\u00e3o do<a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/diversao-e-arte\/2026\/04\/7398794-premio-onca-pintada-reune-fotografias-em-exposicao-na-unb.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;Pr\u00eamio On\u00e7a Pintada de Fotografia<\/a>.<a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaB1U9a002T64ex1Sy2w\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O projeto, realizado com o apoio do Fundo de Apoio \u00e0 Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), selecionou 20 obras quadr\u00edpticas, isto \u00e9, composi\u00e7\u00f5es de quatro pain\u00e9is que narram hist\u00f3rias fragmentadas, para valorizar a biodiversidade e despertar o olhar sobre os quase 100 parques ecol\u00f3gicos do DF.<\/p>\n\n\n\n<p>A escolha de Planaltina como palco n\u00e3o foi por acaso. Para o organizador do evento, professor e produtor cultural Leonio Matos, levar a exposi\u00e7\u00e3o para a cidade \u00e9 um ato de fortalecimento da cena local e de educa\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ainda que tenhamos tantos parques, nem todos est\u00e3o estruturados para receber a comunidade. Ent\u00e3o, a ideia \u00e9 despertar nos cidad\u00e3os n\u00e3o apenas o senso de que podem ocupar aquele espa\u00e7o \u2014 com limites e respeito, claro \u2014, a fim de viver a riqueza de estar em natureza, mas tamb\u00e9m de que devem cobrar e contribuir para sua preserva\u00e7\u00e3o&#8221;, explica o idealizador do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Leonio, ocupar o hall da FUP, cercado por cursos como Gest\u00e3o Ambiental e Educa\u00e7\u00e3o do Campo, \u00e9 dialogar com quem vive o territ\u00f3rio e precisa cobrar por espa\u00e7os de arte. &#8220;A fotografia sempre foi um aliado potente para denunciar e conscientizar. Se o ser humano \u00e9 capaz de destruir, ele tamb\u00e9m tem potencial de manter e transformar&#8221;, pontua o professor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dos 55 inscritos no Pr\u00eamio, 20 foram selecionados, entre fot\u00f3grafos amadores e profissionais. S\u00e3o eles: Adeilton Oliveira, Bety Morais, Caio Marins, Davenir Filho, Denize Passos, Ediane Bays, Edu Borges, Elaine Piva, Gabriel Mig\u00e3o, Guilherme Bays, Jo\u00e3o Pedro Oliveira dos Santos, Kayo Magalh\u00e3es, M\u00e1rcio Borsoi, Marco Ribeiro, Qy\u00e3, Rafael Laven\u00e8re, Rog\u00e9rio de Castro, Val Costa, Vladimir Luz e Z\u00c9L\u00da.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Conex\u00e3o e t\u00e9cnica<\/h3>\n\n\n\n<p>O afeto pelo Cerrado e a import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o os temas do trabalho do fot\u00f3grafo&nbsp;Kayo Magalh\u00e3es. As imagens, feitas em 2023, ilustraram uma reportagem do Correio publicada&nbsp;naquele mesmo ano e contam a hist\u00f3ria do S\u00edtio das Neves que, por meio da dedica\u00e7\u00e3o de quatro d\u00e9cadas do soci\u00f3logo e ambientalista Eug\u00eanio Giovenardi, tornou-se uma \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o ambiental permanente, localizada na \u00e1rea rural de Samambaia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estar com ele foi praticamente uma aula. Ele explicava com alegria a import\u00e2ncia dos cupins, dos p\u00e1ssaros e dos morcegos&#8221;, recorda Kayo. Para o fot\u00f3grafo, o clima leve transformou a pauta em passeio. &#8220;As fotos&nbsp;foram espont\u00e2neas. O Eug\u00eanio ia falando, e eu, fotografando. Isso mostra que a rela\u00e7\u00e3o dele com a natureza \u00e9 uma conex\u00e3o imediata&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O encantamento com o S\u00edtio das Neves foi materializado no trabalho do fot\u00f3grafo por meio de t\u00e9cnicas que levaram em conta, principalmente, o controle correto da ilumina\u00e7\u00e3o. &#8220;O dia era ensolarado, por\u00e9m, com tantas \u00e1rvores, alguns trechos ficavam escuros. Ent\u00e3o, eu&nbsp;precisei ficar atento para n\u00e3o perder nenhuma foto por falta ou excesso de luz&#8221;, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Urg\u00eancia do bioma<\/h3>\n\n\n\n<p>Para o fot\u00f3grafo Vladimir Luz, al\u00e9m do controle da exposi\u00e7\u00e3o, enquadramentos mais pr\u00f3ximos foram fundamentais&nbsp;para capturar a urg\u00eancia do bioma, em imagens que registraram inc\u00eandios no&nbsp;Parque Floresta dos Pinheiros, no Parano\u00e1, em 2025. Na ocasi\u00e3o, o profissional acompanhou os bombeiros no combate ao fogo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A fuma\u00e7a e o calor alteravam bastante a luz, deixando a cena mais difusa e exigindo adapta\u00e7\u00e3o constante. Busquei alternar entre planos abertos, para mostrar a dimens\u00e3o do inc\u00eandio, e enquadramentos mais pr\u00f3ximos, focando em detalhes e texturas&#8221;, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>O registro do fot\u00f3grafo, que desenvolve trabalhos voltados a quest\u00f5es sociais, culturais e ambientais, foi feito em um cen\u00e1rio intenso, com fuma\u00e7a densa, cheiro forte de queimado e som constante do fogo e das a\u00e7\u00f5es de combate. &#8220;Meu objetivo era capturar n\u00e3o s\u00f3 o fogo, mas o impacto dele no territ\u00f3rio e o esfor\u00e7o humano envolvido no combate \u00e0s chamas&#8221;, relembra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">V\u00ednculo com a terra<\/h3>\n\n\n\n<p>Para a fot\u00f3grafa&nbsp;Denize Passos, participar do&nbsp;pr\u00eamio lhe trouxe a oportunidade de representar&nbsp;a&nbsp;riqueza do&nbsp;Parque Ecol\u00f3gico Tr\u00eas Meninas, em Samambaia, cuja admira\u00e7\u00e3o \u00e9 antiga. Ao lado da amiga e modelo K\u00e9ssia Krah\u00f4, ela construiu um ensaio baseado na ideia de colheita \u2014 de plantas e de aprendizados.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Usei uma cesta de buriti como s\u00edmbolo desse v\u00ednculo com a terra. Em cenas mais iluminadas, explorei contornos mais marcados; j\u00e1 nas \u00e1reas de sombra, procurei uma atmosfera mais suave e sens\u00edvel. No enquadramento, n\u00e3o queria isolar a modelo, mas coloc\u00e1-la em rela\u00e7\u00e3o com o ambiente, usando folhas e galhos no primeiro plano&#8221;, detalha Denize.<\/p>\n\n\n\n<p>O prop\u00f3sito do ensaio, segundo a fot\u00f3grafa, foi criar uma sensa\u00e7\u00e3o quase on\u00edrica, uma beleza que surge do estranhamento, &#8220;algo entre o delicado e o abismal&#8221;, pontua.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Expectativa<\/h3>\n\n\n\n<p>Para quem visita, o impacto \u00e9 imediato. \u00c9 o caso da publicit\u00e1ria Christine Souza, 28 anos, que se sentiu provocada a explorar mais a pr\u00f3pria cidade. &#8220;A gente v\u00ea a parte linda, os p\u00e1ssaros alimentando os filhotes, mas tamb\u00e9m o dano que o ser humano causa. Bate um choque de realidade&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, ver&nbsp;essas narrativas contadas em Planaltina, onde mora, traz o sentimento de pertencimento. &#8220;A arte vive de contar hist\u00f3rias e escrever mem\u00f3rias. Olhar para os nossos parques, inclusive os daqui, e aprender a cuidar deles por meio da fotografia \u00e9 emocionante&#8221;, relata.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa de Kayo \u00e9 de que o p\u00fablico se sinta incentivado a cuidar do bioma. &#8220;Se temos a comunica\u00e7\u00e3o como ferramenta para conscientizar as pessoas, devemos us\u00e1-la&#8221;, comenta. Para Vladimir, a mostra d\u00e1 visibilidade a um tema urgente. &#8220;Espero que os visitantes se sintam provocados a olhar o cerrado com mais respeito e responsabilidade&#8221;, afirma.&nbsp;Na mesma linha, Denize espera que a exposi\u00e7\u00e3o siga como um convite \u00e0 reflex\u00e3o. &#8220;Se&nbsp;algum visitante sair tocado por alguma imagem, para mim, j\u00e1 \u00e9 suficiente&#8221;, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A recep\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o, segundo Leonio, tem sido positiva. &#8220;Creio que o p\u00fablico tem captado a mensagem de que, apesar dos desafios, tamb\u00e9m h\u00e1 beleza. Porque, sen\u00e3o,&nbsp;vivemos em uma ansiedade&nbsp;constante de que est\u00e1 tudo indo para o ralo. As fotografias, por\u00e9m, mostram que ainda h\u00e1 esperan\u00e7a&#8221;, destaca o produtor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Como eleger as fotos<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>EXPOSI\u00c7\u00c3O DO PR\u00caMIO DE FOTOGRAFIA ON\u00c7A PINTADA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 30 de abril, \u00e9 poss\u00edvel&nbsp;votar e escolher, pelas redes sociais,&nbsp;os tr\u00eas primeiros colocados no concurso.&nbsp;A premia\u00e7\u00e3o \u00e9 de R$ 3.500 para o primeiro lugar, R$ 2.500 para o segundo e R$ 1.500 para o terceiro. Todos os artistas selecionados recebem R$ 500 pela participa\u00e7\u00e3o. O an\u00fancio dos vencedores e o lan\u00e7amento do cat\u00e1logo digital da exposi\u00e7\u00e3o ser\u00e3o feitos em 14 de maio, data de encerramento da mostra. As visita\u00e7\u00f5es podem ser feitas&nbsp;das 9h \u00e0s 17h, no hall do Edif\u00edcio Ana Maria Primavesi, no c\u00e2mpus da FUP. A entrada \u00e9 gratuita.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Exposi\u00e7\u00e3o do Pr\u00eamio de Fotografia On\u00e7a PintadaAt\u00e9 30 de abril, \u00e9 poss\u00edvel&nbsp;votar e escolher, pelas redes sociais,&nbsp;os tr\u00eas primeiros colocados no concurso.&nbsp;A premia\u00e7\u00e3o \u00e9 de R$ 3.500 para o primeiro lugar, R$ 2.500 para o segundo e R$ 1.500 para o terceiro.<\/h3>\n\n\n\n<p>At\u00e9 30 de abril, \u00e9 poss\u00edvel&nbsp;votar e escolher, pelas redes sociais,&nbsp;os tr\u00eas primeiros colocados no concurso.&nbsp;A premia\u00e7\u00e3o \u00e9 de R$ 3.500 para o primeiro lugar, R$ 2.500 para o segundo e R$ 1.500 para o terceiro. Todos os artistas selecionados recebem R$ 500 pela participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O an\u00fancio dos vencedores e o lan\u00e7amento do cat\u00e1logo digital da exposi\u00e7\u00e3o ser\u00e3o feitos em 14 de maio, data de encerramento da mostra. As visita\u00e7\u00f5es podem ser feitas&nbsp;das 9h \u00e0s 17h, no hall do Edif\u00edcio Ana Maria Primavesi, no campus da FUP. 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