{"id":28742,"date":"2026-01-29T08:03:13","date_gmt":"2026-01-29T11:03:13","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunalbrasilia.com.br\/?p=28742"},"modified":"2026-01-29T08:03:13","modified_gmt":"2026-01-29T11:03:13","slug":"legado-de-amor-a-brasilia-conheca-o-pioneiro-que-guarda-centenas-de-fotos-da-capital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/?p=28742","title":{"rendered":"Legado de amor a Bras\u00edlia: conhe\u00e7a o pioneiro que guarda centenas de fotos da capital"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aos 88 anos, o pioneiro Jos\u00e9 Cordeiro Cavalcante guarda um tesouro. S\u00e3o centenas de fotos que tirou, desde que chegou \u00e0 nova capital Bras\u00edlia, em 1959, e que contam a hist\u00f3ria dele e da cidade que ama como a pr\u00f3pria fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/02c645213914c3e61b254798d8d6dae1.safeframe.googlesyndication.com\/safeframe\/1-0-45\/html\/container.html\">https:\/\/02c645213914c3e61b254798d8d6dae1.safeframe.googlesyndication.com\/safeframe\/1-0-45\/html\/container.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>x<\/p>\n\n\n\n<p><small>Jos\u00e9 Cordeiro Cavalcante mostra mural feito com fotos hist\u00f3ricas tiradas por ele &#8211; (cr\u00e9dito: Ed Alves\/CB\/DA Press)<\/small><\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Cordeiro Cavalcante tinha 21 anos quando pisou, pela primeira vez, na terra entre os paralelos 15\u00b0 e 20\u00b0. Era 10 de agosto de 1959. Bras\u00edlia, um imenso canteiro de obras. Funcion\u00e1rio do Bank of London, entrou na aventura de se transferir de S\u00e3o Paulo para a nova capital e ir preparando a instala\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o financeira na 507 Sul. Paulista, aqui Cavalcante criou ra\u00edzes, conheceu Maria Teresinha, companheira com quem formou uma fam\u00edlia e viveu por mais de 50 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fique por dentro das not\u00edcias que importam para voc\u00ea!<a href=\"https:\/\/profile.google.com\/cp\/CgovbS8wNzZ0dms1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SIGA O<strong>CORREIO BRAZILIENSE<\/strong>NO<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Por anos, ele reuniu um tesouro \u2014 centenas de fotografias que retratam a hist\u00f3ria dele e a transforma\u00e7\u00e3o da cidade. Registros feitos com um equipamento anal\u00f3gico simples. &#8220;Era uma m\u00e1quina muito boazinha, uma Beauty que comprei em Bras\u00edlia, de um vendedor de produtos importados, e tenho muita hist\u00f3ria com ela, tirava fotos de tudo que aparecia. Antes, tinha uma Kodak&#8221;, relembra Cavalcante, que tamb\u00e9m guarda um acervo de slides.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaB1U9a002T64ex1Sy2w\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais not\u00edcias do dia no seu celular<\/a><\/strong>Play Video<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:&nbsp;<\/strong><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/opiniao\/2025\/04\/7109382-brasilia-65-anos-tempo-de-rever-atitudes.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bras\u00edlia, 65 anos. Tempo de rever atitudes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A constru\u00e7\u00e3o das quadras, dos minist\u00e9rios, dos monumentos arquitet\u00f4nicos e da barragem do Lago Parano\u00e1; a expans\u00e3o demogr\u00e1fica; o avan\u00e7o do com\u00e9rcio e dos servi\u00e7os. Tudo foi acontecendo de forma acelerada, diante dos olhos de Cavalcante e de tantos outros que apostaram em um sonho. &#8220;Eu gostaria de ter chegado um ano antes, pegaria ainda mais o in\u00edcio de muitas constru\u00e7\u00f5es, era tudo de ferro, cimento armado&#8221;, diz o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/opiniao\/2025\/03\/7076154-ser-pioneiro-em-brasilia.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">pioneiro<\/a>, que nunca se arrependeu da empreitada de uma mudan\u00e7a t\u00e3o significativa, ao contr\u00e1rio, agradece a Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 88 anos, Cavalcante recebeu o&nbsp;<strong>Correio<\/strong>&nbsp;em sua ch\u00e1cara, no Lago Sul. Aos poucos, com nostalgia e alegria, foi mostrando registros que remetem, especialmente, \u00e0 coragem e \u00e0 ousadia de um homem, Juscelino Kubitschek, por quem o octogen\u00e1rio cultiva imensa admira\u00e7\u00e3o, apesar de n\u00e3o ter tido contato direto com o mineiro. &#8220;Hoje, olhando, lembro da pessoa dele e penso: n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, uma coisa que vinha desde Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio. Na constru\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio, j\u00e1 se falava em ter a capital. Houve as expedi\u00e7\u00f5es da Miss\u00e3o Cruls, e foi Juscelino quem fez.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Na semana de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/historia-de-brasilia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">inaugura\u00e7\u00e3o da cidade<\/a>, ele capturou momentos ic\u00f4nicos. Havia eventos para todo lado, como a primeira apresenta\u00e7\u00e3o da Esquadrilha da Fuma\u00e7a, a missa na \u00e1rea externa do Supremo Tribunal Federal (STF), o palanque de JK e o Grande Pr\u00eamio Juscelino Kubitschek \u2014 ambos no Eix\u00e3o Sul. Convidado especial do presidente, o argentino Juan Manuel Fangio, um dos maiores pilotos de F\u00f3rmula 1 de todos os tempos, n\u00e3o correu, mas prestigiou a disputa. E Cavalcante se aproximou do pentacampe\u00e3o, que chamava aten\u00e7\u00e3o. No ano seguinte, ele n\u00e3o podia perder a posse de J\u00e2nio Quadros. Na ocasi\u00e3o, um feito pelo qual vibra at\u00e9 hoje &#8211; o registro daquele dia de um \u00e2ngulo privilegiado, no Parlat\u00f3rio, de dentro para fora, atrav\u00e9s do vidro. &#8220;Naquele empurra-empurra na rampa, queriam fechar a porta e empurraram tanto que eu entrei. N\u00e3o sei se \u00e9 porque estava com pinta de jornalista, com a m\u00e1quina na m\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uni\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Por muito tempo, o centro da vida social em Bras\u00edlia era o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/cidades-df\/2025\/10\/7275777-renascimento-do-icone-hotel-nacional-iniciara-reforma-na-segunda-27-10.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hotel Nacional<\/a>, inaugurado em 1961, onde havia com\u00e9rcio e servi\u00e7os. Por ali, as pessoas passeavam, divertiam-se. Antes de o Lago Parano\u00e1 existir, Cavalcante se lembra de cortar caminho para o aeroporto em um trecho hoje coberto pela \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>A grande companheira de vida e de aventuras de Cavalcante foi Maria Teresinha, com quem se casou em 1962 e esteve ao lado dele at\u00e9 2018, quando faleceu. Natural de Manaus, Teresinha era auditora fiscal do Minist\u00e9rio da Fazenda. Lotada no Rio de Janeiro, foi uma das primeiras servidoras p\u00fablicas a se transferir para Bras\u00edlia. O casal construiu uma bela fam\u00edlia, e o patriarca est\u00e1 sempre cercado de amor. S\u00e3o dois filhos. Jos\u00e9 Haroldo, 59, pai de Mariana Gra\u00e7a, 13, fruto do relacionamento com Camilla Maia; e Maria Odete, 56, casada com Wenner Cantanh\u00eade, m\u00e3e de Maria Lu\u00edsa, 28, Pedro \u00c2ngelo, 25, e Mariana, 22, gr\u00e1vida de g\u00eameos que chegam em agosto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:&nbsp;<\/strong><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/opiniao\/2025\/12\/7318132-brasilia-a-capital-que-se-expande-geograficamente-em-65-anos.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bras\u00edlia, a capital que se expande geograficamente em 65 anos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Depois do Bank of London, Cavalcante passou por outros trabalhos \u2014 na Mailine M\u00f3veis, onde foi contador, chefiando o escrit\u00f3rio; na extinta Companhia Brasileira de Alimentos (Cobal); na antiga Empresa Brasileira de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural (Embrater), na qual atuou como advogado; e no Governo do Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Unidos em tudo, Cavalcante e Maria Teresinha se formaram juntos na primeira turma de Direito do Ceub, em meados dos anos 1970. A f\u00e9 cat\u00f3lica foi marcante nessa uni\u00e3o de Teresinha e Cavalcante. Conheceram-se em Bras\u00edlia, no Movimento Legi\u00e3o de Maria.<\/p>\n\n\n\n<p>Atuantes na Igreja, contribu\u00edram para sua consolida\u00e7\u00e3o na nova capital. Na R\u00e1dio Nova Alian\u00e7a, apresentaram o programa semanal Sintonia com o Senhor, de 1989 (fase experimental da emissora) at\u00e9 2018. Eram entrevistas sobre temas religiosos, sa\u00fade, quest\u00f5es sociais, sempre relacionando aos aspectos espirituais. No programa, Teresinha promovia uma sala de estudos com reflex\u00f5es sobre o Evangelho. Todo acervo est\u00e1 dispon\u00edvel no canal do YouTube da Nova Alian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cidade jardim<\/h3>\n\n\n\n<p>Hoje, Cavalcante v\u00ea a cidade quase como um milagre. &#8220;O que acho extraordin\u00e1rio \u00e9 o verde pra todo lado, esse verde que deslumbra, pistas com \u00e1rvores dos dois lados, \u00e9 uma cidade jardim.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com esse encantamento, ele faz pondera\u00e7\u00f5es quando perguntado sobre a Bras\u00edlia de 2026. &#8220;Quem pegou a cidade no come\u00e7o, a gente tinha aquele prazer de se movimentar mais, de se locomover, tinha a sensa\u00e7\u00e3o de facilidades. Agora, a gente se perde com o tr\u00e2nsito, tem que saber a hora que vai sair, o que \u00e9 que vai fazer, por causa do tumulto de carros. Ent\u00e3o, tem muito carro, muita gente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas nada se sobrep\u00f5e ao amor pela capital. &#8220;O mesmo querer bem que a gente tem da minha fam\u00edlia, \u00e9 o que a gente sente por Bras\u00edlia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os filhos t\u00eam orgulho desse afeto. &#8220;Meu pai se realiza muito em compartilhar suas lembran\u00e7as de nossa capital. Tive o privil\u00e9gio de ouvir essas e muitas outras hist\u00f3rias&#8221;, diz Maria Odete. &#8220;E que sejam sempre valorizadas essas pessoas que, como meu pai, protagonizaram esses acontecimentos, esses sonhos que foram se tornando realidade e nos trouxeram at\u00e9 aqui&#8221;, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Odete conta outro fato que n\u00e3o escapa aos olhos do pai na atualidade, al\u00e9m de &#8220;muito carro, muita gente&#8221;: pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua. Por anos, ele ajudou o quanto podia. &#8220;Trazia pra tomarem banho na ch\u00e1cara, alimentava, arrumava emprego. Teve um que, quando adoeceu seriamente, morou numa casa menor que tem aqui.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de Maria Odete sobre o legado do octogen\u00e1rio \u00e9 compartilhada por Jos\u00e9 Haroldo. &#8220;Quando chega o anivers\u00e1rio da vinda dele para Bras\u00edlia, ele sempre faz quest\u00e3o de lembrar, de comemorar. Tem relatos que pouca gente conhece, e ele n\u00e3o s\u00f3 experimentou, mas vivenciou. Aquilo que aconteceu quando eu n\u00e3o tinha nascido ainda e, portanto, n\u00e3o vivenciei, por meio das fotos consigo me sentir ali tamb\u00e9m.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Com as facilidades tecnol\u00f3gicas, os filhos pretendem recuperar todo esse material hist\u00f3rico. &#8220;Devemos escanear as fotos em casa. Os slides, em um laborat\u00f3rio. Depois, usar intelig\u00eancia artificial para recuperar a qualidade de tudo&#8221;, antecipa Jos\u00e9 Haroldo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos 88 anos, o pioneiro Jos\u00e9 Cordeiro Cavalcante guarda um tesouro. 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