{"id":28380,"date":"2025-07-10T12:15:31","date_gmt":"2025-07-10T15:15:31","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunalbrasilia.com.br\/?p=28380"},"modified":"2025-07-10T12:15:31","modified_gmt":"2025-07-10T15:15:31","slug":"artigo-dados-sem-direcao-o-novo-desperdicio-do-rh-moderno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalcandango.com.br\/?p=28380","title":{"rendered":"Artigo: Dados sem dire\u00e7\u00e3o: o novo desperd\u00edcio do RH moderno"},"content":{"rendered":"\n<p><em>*Por Diego Winagraski<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Vivemos em uma era na qual os dados s\u00e3o a nova moeda da economia digital. Mas ser\u00e1 que estamos tratando essa riqueza com o devido cuidado e intelig\u00eancia estrat\u00e9gica que ela exige? No mundo empresarial moderno, muito se fala sobre \u201ctomada de decis\u00e3o baseada em dados\u201d. O termo virou quase um modismo \u2014 bonito no discurso, mas muitas vezes vazio na pr\u00e1tica. A verdade \u00e9 que transformar dados brutos em insights valiosos ainda \u00e9 um desafio imenso para a maioria das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Diariamente, as organiza\u00e7\u00f5es geram volumes massivos de informa\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m, quantidade n\u00e3o significa qualidade. Dados soltos, mal estruturados ou desprotegidos podem ser considerados in\u00fateis. Segundo o relat\u00f3rio Enterprise Data Management Market da Grand View Research, o mercado de gest\u00e3o de dados corporativos deve atingir US$ 136,4 bilh\u00f5es at\u00e9 2027, crescendo a uma taxa anual de 9,5%. Esses n\u00fameros n\u00e3o apenas impressionam \u2014 gritam uma realidade que n\u00e3o pode mais ser ignorada: a gest\u00e3o eficiente de dados \u00e9, hoje, uma compet\u00eancia estrat\u00e9gica.<\/p>\n\n\n\n<p>E se tem uma \u00e1rea que vive essa realidade, \u00e9 o RH. Nos \u00faltimos anos, a gest\u00e3o de pessoas passou a ser vista \u2014 com raz\u00e3o \u2014 como estrat\u00e9gica. E, junto com essa valoriza\u00e7\u00e3o, veio a expectativa de que o RH tamb\u00e9m fosse movido a dados. Arrisco dizer que, depois da Intelig\u00eancia Artificial, esse \u00e9 o tema mais comentado no ecossistema de gest\u00e3o de pessoas. Dashboards visuais, plataformas intuitivas e relat\u00f3rios automatizados se tornaram parte da rotina. Mas, entre ter os dados e usar os dados, h\u00e1 um abismo. \u00c9 nesse espa\u00e7o que muita decis\u00e3o se perde.<\/p>\n\n\n\n<p>O dado por si s\u00f3 n\u00e3o diz nada. \u00c9 s\u00f3 n\u00famero. O que d\u00e1 sentido \u00e9 o contexto, o problema que queremos resolver, a hip\u00f3tese que buscamos validar. N\u00e3o adianta centralizar tudo em pain\u00e9is bonitos se n\u00e3o sabemos o que estamos procurando ali.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo claro: absente\u00edsmo pode parecer um n\u00famero simples. Mas, quando cruzado com dados de clima, feedbacks e entregas, pode revelar problemas de lideran\u00e7a, falta de prop\u00f3sito ou desengajamento. A intelig\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 no n\u00famero isolado \u2014 est\u00e1 nas conex\u00f5es que ele permite.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo vale para a alta rotatividade em um setor ou empresa espec\u00edfica. Se olharmos apenas para o turnover, perdemos de vista as causas. Mas, ao cruzarmos esses dados com o hist\u00f3rico de promo\u00e7\u00f5es, avalia\u00e7\u00f5es de desempenho e informa\u00e7\u00f5es sobre carga de trabalho, talvez descubramos que o verdadeiro problema seja sobrecarga, falta de reconhecimento ou um modelo de gest\u00e3o que n\u00e3o serve mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Interpretar tamb\u00e9m \u00e9 priorizar. N\u00e3o d\u00e1 para acompanhar todos os indicadores o tempo todo. O RH precisa entender o que realmente move o ponteiro. E, para isso, precisa ter clareza de objetivos. Porque, no fim das contas, dado sem prop\u00f3sito \u00e9 apenas mais um arquivo na nuvem. Entender os dados transforma suposi\u00e7\u00f5es em certezas \u2014 e isso muda completamente o jogo.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Instituto Gartner, 90% das equipes de analytics em RH j\u00e1 contam com analistas, consultores e cientistas de dados. Mas, de nada adianta estrutura se falta estrat\u00e9gia. Estrutura sem intencionalidade gera apenas ac\u00famulo \u2014 e n\u00e3o gest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de mergulhar nos dashboards, o RH precisa se perguntar: quais s\u00e3o os principais desafios das lideran\u00e7as hoje? O que tem impactado a performance das equipes? Por que uma \u00e1rea ret\u00e9m melhor seus talentos do que outra, com estrutura similar? O que, de fato, estou tentando entender? O RH sempre enfrentou dificuldades em justificar seus gastos e provar o valor do investimento em pessoas. Mas, com uma an\u00e1lise aprofundada e consistente, estamos migrando para um cen\u00e1rio em que conseguimos correlacionar o impacto de cada real investido com o resultado financeiro da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>People analytics n\u00e3o \u00e9 o fim. \u00c9 o meio. Um aliado poderoso para entender gente, melhorar processos e transformar culturas. Porque, no fim do dia, o que a gente precisa n\u00e3o \u00e9 de dado bonito \u2014 \u00e9 de uma decis\u00e3o bem tomada.<\/p>\n\n\n\n<p>E voc\u00ea, o que pergunta antes de abrir seu dashboard de gest\u00e3o de pessoas?<\/p>\n\n\n\n<p><em>Diego Winagraski \u00e9 especialista em tecnologia para RH e people analytics na Senior Sistemas<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Por Diego Winagraski Vivemos em uma era na qual os dados s\u00e3o a nova moeda da economia digital. Mas ser\u00e1 que estamos tratando essa riqueza com o devido cuidado e intelig\u00eancia estrat\u00e9gica que ela exige? 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